REFLEXÕES
SOBRE A ACTUALIDADE – CCCLXXXI 28.11.2025
BREVÍSSIMAS
NOTAS SOBRE A PERVERSÃO RUSSA…
“A ameaça
russa é real. Também a vemos na Alemanha, diariamente. Vemos sabotagens,
espionagem, ciberataques, voos de drones (aeronaves telepilotadas),
assassinatos a soldo e desinformação direcionada”, Friedrich Merz, Chanceler da Alemanha, SAPO, 7.11.2025.
“A guerra
nada mais é do que a continuação da política por outros meios”, Karl Von
Clausewitz.
Em 1917,
Lenine e os bolcheviques perderam as eleições para a Duma, obtiveram cerca de
25% dos sufrágios, mas nem por isso deixaram de tomar o poder pela força, e é
aqui que começa tudo, que começa a perversão russa, que começa a perversão
totalitária com consequências devastadoras e dramáticas para o mundo.
O grande
impulso para a propagação do comunismo haveria de advir com a débâcle do
exército nazi na Europa de Leste a partir de 1943, e a ocupação de todos os
países da Europa de Leste pelo exército vermelho à medida que os nazis
retiravam; países como a Polónia – o que não deixa de ser irónico e trágico porque
a 2ª guerra mundial começou por causa da ocupação nazi deste País… – que acabou
entregue de bandeja pelos Aliados aos soviéticos. Seguiu-se a Roménia, a
Bulgária, a República Checa, a Jugoslávia, a Albânia, a Hungria, os Estados
Bálticos: Estónia, Letónia, Lituânia e a Alemanha de Leste, todos foram vítimas
da ocupação – e a consolidação de regimes comunistas – justamente devido à
presença do poderoso exército vermelho in situ.
Durante
décadas o Marxismo/Leninismo/Estalinismo subverteu o mundo inteiro e teve
imenso sucesso na China, Coreia do Norte, Vietname e Cuba, para só citar os
países mais importantes e que ainda hoje estão agrilhoados a ditaduras
sanguinárias e execráveis, sobretudo e à cabeça, a Coreia do Norte, mas Cuba figura
bem neste enquadramento de terror. O número total de vítimas deste processo é
gigantesco e os seus efeitos ainda perduram, há quem fale em dezenas de milhões
de mortos.
Após o colapso da
U.R.S.S., assistimos à tomada de poder por Putin e os seus sequazes, e à tentativa de pela força das armas de restabelecer o antigo Império Soviético. Para concretizar
esse desiderato, provocou guerras nas seguintes regiões: Chechénia, 1999; Geórgia,
2008; Crimeia, 2014; Síria, 2015; Azerbaijão e
Arménia 2020; e Ucrânia, 2022. Haverá necessidade de provar mais o espírito
belicoso deste povo e, em cada momento, dos seus líderes? O simples facto de assistir diariamente às
notícias sobre a guerra na Ucrânia, mostra-nos que a Rússia bombardeia – sem
nenhum objectivo militar ou estratégico excepto fomentar o terror – cidades
indiscriminadamente e bairros residenciais onde habitam cidadãos indefesos,
provocando invariavelmente e em grande número a morte a homens, mulheres e
crianças. Ora isto é inaceitável para qualquer povo minimamente civilizado, mas
não para o povo russo que dá cobertura e legitimidade a uma nação terrorista, a
sua.
Há um
facto histórico inegável, todos estes actos e fenómenos ocorreram com o
patrocínio, apoio e a execução do povo russo. Desde 1917 que a Rússia
desestabiliza o mundo e, particularmente, o mundo liberal Ocidental. Quem não
perceber isto não conseguirá nunca compreender o motivo pelo qual é imperioso
travar Putin na Ucrânia e é tão ou mais importante unir a Europa militarmente
para se defender deste povo, visto que politicamente tal nunca será fácil.
Oremos!
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