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A mostrar mensagens de maio, 2017
  «As esquerdas não desejavam apenas devolver num ano os cortes de salários e pensões […]   pretendiam desmanchar o ajustamento, repudiar a dívida, contestar o euro, encontrar uma alternativa ao crescimento baseado em exportações. […] Rejeitavam a Europa de Angela Merkel, a Europa dos baixos défices, a Europa da flexibilização laboral». Rui Ramos, Jornal «Observador», 30/05/2017. «As verdades podem ser nuas, mas as mentiras precisam de estar vestidas». Textos Judaicos. Pretendiam, como sempre, trilhar um caminho novo, heterodoxo e utópico q.b.… Mas como é que a realidade pode ser tão cruel? O falhanço e demérito deste Governo quando toda a gente lhe tece loas, é por demais manifesto e evidente, vejamos só 2 ou 3 razões (mentiras bem aperaltadas) que o confirmam: 1.       Não era a esquerda que afirmava que rigor orçamental e crescimento económico eram incompatíveis, durante toda a vigência do anterior Governo? A própria esquerda a desme...
«O tempo revela a verdade». Séneca. «Portugal não está numa situação em que possa fazer uma reestruturação da dívida ou que esteja em cima da mesa uma redução da dívida. Terão que viver com uma dívida de 130% do PIB. Não vão receber o cheque do resto da Europa». Olivier Blanchard, ex-economista chefe do FMI, jornal «Expresso», 20/05/2017. O Senhor Olivier Blanchard sabe do que fala, foi ele que na sua qualidade de economista chefe do FMI negociou e nos emprestou a tranche do FMI – 23 mil milhões de euros – conjuntamente com a Comissão Europeia e o BCE, quando Sócrates atirou o país para uma ignóbil bancarrota e chamou a Troika para fazer o favor de nos emprestar o vil metal e nos resgatar… Mas o mais extraordinário no meio disto tudo é o papel – nesta negação convicta de qualquer hipótese de reestruturação da dívida enquanto «hair cut» –   das oposições, particularmente PS e BE, que andaram durante os 4 anos de vida do Governo anterior, a clamar exactamente o contrário e...
OS GOVERNOS DE JOSÉ SÓCRATES NUNCA EXISTIRAM… «[…] a mais significativa das reformas estruturais do Governo PSD/troika/CDS: a criação de um buraco económico que demorará muito tempo a passar». Pedro Adão e Silva, Jornal «Expresso», 20/05/2017. Leram bem e eu também… um cronista credenciado e que escreve todas as semanas no semanário mais prestigiado de Portugal, é capaz de escrever este parágrafo sem pestanejar e omitindo, logo, branqueando completamente algumas coisas essenciais e incontornáveis: 1.       Os défices demenciais de 2009 e 2010 dos Governos de José Sócrates foram, respectivamente de 9,4%, e de 11,2% do PIB, criando um buraco nas contas públicas gigantesco, de mais de 35.500 milhões de euros em dois únicos anos, o que contribuiu forte e decisivamente para a vinda da troika. 2.       Foi também assim que Sócrates aumentou a dívida pública de ca. de 60% do PIB, para uns absurdos 116% do mesmo, em 6 meros anos, ...
«Filho de Eduardo dos Santos compra relógio de €500 mil». Jornal Expresso, 27/05/2017. Há semanas atrás vi um documentário na SIC sobre Angola e Luanda e fiquei chocado com a pobreza generalizada de que o mesmo dava conta. Angola é um dos países do mundo com mais e melhores recursos naturais, dos diamantes ao petróleo, é riquíssimo, por consequência. É verdade que não sei como o filho do Presidente, Danilo Santos, ganhou tanto dinheiro que possa despender meio milhão de euros por um simples relógio num leilão em Cannes, mas não me parece que a posição do Pai seja despicienda no seu estatuto económico… E se eu tiver razão, há uma pergunta incontornável: Angola e o MPLA que a governa não são marxistas? E se o são, como se explica esta miséria que coexiste com este luxo que atenta contra a dignidade humana, particularmente num país rico como Angola? Talvez os meus amigos do PCP e das áreas ideológicas afins mo consigam explicar, porque eu confesso, não entendo… 28/05/2017...
«A nossa dívida é sustentável». Mário Centeno, Ministro das Finanças, Jornal «Expresso», 27/05/2017. A sério, é verdade, acha mesmo, Senhor Ministro? Por que é que o Senhor Ministro não promove uma conferência com os seus parceiros do PCP e do BE – que se converteu parcialmente à sustentabilidade da mesma – e com inúmeros dirigentes do PS, e lhes explica cabalmente, sem subterfúgios nem sofismas, o sentido dessa sua afirmação? Não pode ser ‘bluff’ da sua parte… E sendo assim, era um acto patriótico, acredite, Senhor Ministro! 28/05/2017