REFLEXÕES SOBRE A ACTUALIDADE – CCCLXXIX 29.09.2025
“BYE-BYE”, GOVERNO SOMBRA DE ANDRÉ
VENTURA…
“O
fracasso não tem amigos”, John Kennedy.
Não faz parte da tradição política portuguesa a existência de Governos-sombra, mas é pena porque a sua existência é salutar e benéfica para a democracia. A cada momento, um dado Governo é sujeito a crítica e escrutínio nas diferentes áreas da Governação e, para além disso, à solução alternativa que o titular da pasta em questão faria na circunstância. Por estas razões, só se poderia louvar a criação e a instituição pelo Chega dessa iniciativa.
Numa análise, para já muito sumária
da iniciativa, atenho-me exclusivamente a analisar alguns factos de três
Ministros-sombra:
·
José Cid, indicado para a
Agricultura, ex-bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários durante 12 anos,
oficial superior no Exército e que conta no seu curriculum que foi fundador do
Hospital Veterinário do Restelo. Contudo, há só um pequeno problema com esta
nomeação, o próprio afirmou que não queria ser Ministro! Como, mas foi indicado
por Ventura? Predispôs-se exclusiva e unicamente a ajudar.
·
Horácio Costa, indicado para Ministro
da Saúde, vestiu-se de templário para “ordenar”, com cerimonial adequado à
circunstância, internos no hospital. Para quem tiver dúvidas, aqui fica o link
do cerimonial:
https://observador.pt/2025/09/20/um-medico-templario-para-a-saude-e-um-veterinario-para-a-agricultura-que-nao-quer-ser-ministro-as-polemicas-do-governo-sombra-do-chega/
·
Rui Teixeira dos Santos, indicado
para Ministro das Finanças que, entre outras façanhas, foi dono do jornal
Semanário que viria a falir e deixar elevadas dúvidas ao Estado.
Lê-se e não se acredita, então das
personagens indicadas para pastas de um futuro Governo do Chega chefiado por
André Ventura, um não quer ser Ministro, o que indicia que houve um
aproveitamento abusivo da sua pessoa e do seu C.V., o outro dá-se a uma prática
com características medievais, absolutamente deslocada, extemporânea e
ridícula? Finalmente, um terceiro enquanto empresário deixou elevadas dívidas
ao Estado, e justamente é indicado para Ministro das Finanças, cargo que requer
uma personalidade acima de qualquer suspeita!
Ora estes três exemplos configuram
nitidamente um fracasso, o que é duplamente mau, primeiro, para André Ventura e
o Chega, mas com esse facto podemos nós bem, pior é o fracasso de uma
experiência que poderia ser profícua e exemplar, mas pelo arranque pouco
auspicioso, vê-se que dificilmente o será. Tudo parece indicar que um Governo
sombra que começa desta maneira nunca ganhará um lugar ao sol, nunca sairá da
sombra… será sempre um flop…
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