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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCCCLXXI                                                  10/12/2024                                                                        

“Ordem dos Médicos diz que problemas do INEM “não nasceram esta semana”, “ECO”, 14/11/2024.

“A felicidade consiste em três pontos: trabalho, paz e saúde.” Guerra Junqueiro.

É absolutamente delirante ouvir Pedro Nuno Santos e o PS culparem Luís Montenegro e o actual Governo – há indícios de que na última greve houve boicote à informação correcta das chefias e da tutela, aguardemos os inquéritos da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde e do Ministério Público para o confirmar – pelos inúmeros problemas gravíssimos de que padece há imenso tempo o Instituto Nacional de Emergência Médica, um organismo importantíssimo na estrutura do SNS – Serviço Nacional de Saúde.  

É também óbvio e é evidente que este Governo não consegue resolver os problemas do SNS em 8 meses! Para os mais distraídos, relembro que o PS esteve 8 anos e 3 meses no Governo da República e não resolveu nenhum problema no SNS – e isto apesar de lá ter metido mais cerca 28 mil funcionários e mais de 6 mil milhões de euros entre 2016 e 2023, já viram provas de maior incompetência? – antes pelo contrário, apesar disto, deixou-o em escombros, em cacos!

Para este resultado calamitoso, que Pedro Nuno Santos tenta agora desesperadamente branquear, muito contribuiu a passagem das 40 horas semanais para as 35, uma medida absolutamente demagógica e disruptiva com efeitos altamente lesivos do interesse nacional e da saúde dos portugueses. Esta é a medida fundamental que deu cabo do SNS, por mais voltas que tentem dar – trabalhar 8 horas por dia é o dia-a-dia de milhões de portugueses que não têm o Estado como patrão e onde ninguém morre por esse facto! Acresce a felicidade, a paz e a saúde que daí advêm, segundo Junqueiro…

Finalmente, o Governo anterior, pela mão do Ministro das Finanças Fenando Medina, descapitalizou o INEM em 2023, em ca. de 80 milhões de euros, com o fito de baixar artificialmente o rácio da dívida pública, o que impediu que se tomassem várias medidas essenciais: a reestruturação de carreiras, o aumento de salários – absolutamente essencial para tornar a carreira mais atractiva – a admissão de mais técnicos para completar a gravíssima e crónica lacuna de quadros e a simplificação do processo de compra e renovação de ambulâncias, ao que consta, processo por demais complicado para suprir esta falta de meios decisivos na resposta aos cidadãos que têm que recorrer ao INEM.

Haverá alguém que possa tentar ilibar o anterior Governo de gravíssimas responsabilidades neste processo? Há, Pedro Nuno Santos e o PS! A restante esquerda, cala-se, como sempre faz quando não lhe convém culpar alguém que não seja da direita…

 

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