PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA - MDCCCLXX 15/11/2024
PROMESSAS LEVAS-AS O VENTO… A
AUSTERIDADE PERMANECE…
“Depois das promessas falhadas de
António Costa que garantia médicos de famílias para todos e 26 mil casas
públicas até 2024 e hoje é o que se vê, um desastre tanto na saúde como na
habituação, hoje temos o seu sucessor a prometer acabar com as portagens quando
consecutivamente o impediu quer enquanto governante com a tutela do sector quer
como Deputado”, Duarte
Marques, “Expresso”, 30/01/2024.
“Os bons prometem pouco e fazem muito;
os maus prometem muito e fazem pouco” Textos Judaicos.
Tirando o potencial maniqueísmo desta
frase, não se pode deixar de concordar com ela e o seu sentido…
Há algo de muito perigoso nas promessas
dos demagogos; Hitler prometia que se governasse durante 10 anos a Alemanha
ficaria irreconhecível, acertou e foi a única promessa que cumpriu; após 12
anos de ditadura feroz, deixou a Alemanha completamente destruída e em
escombros.
Sócrates prometeu mundos e fundos e após
6 anos no Governo, em que entre outras coisas, houve indícios fortes e foi
suspeito de um atentado ao Estado de Direito, legou-nos uma ignóbil e abjecta
bancarrota! António Costa prometeu-nos, como muito bem nota o articulista,
médicos de família para todos e 26 mil casas até 2024, o resultado destas
promessas é absolutamente desastroso, há 1,7 milhões de portugueses sem médico
de família e as casas acabadas contam-se pelos dedos das duas mãos. A principal
promessa de António Costa, contudo, não foram as duas supracitados, mas sim a
maior de todas: a de que a austeridade tinha acabado, como se austeridade não
correspondesse a um momento económico de grande dificuldade e se lhe pudesse
pôr cobro por meio de decreto. Passados mais de 8 anos sobre essa afirmação e
promessa, continuamos com inúmeros sinais de austeridade como não poderia ser
de outro modo e o melhor exemplo foram as cativações sistemáticas nestes
últimos anos e as verbas inscritas no Orçamento de Estado para o investimento
público que nem uma única vez foi cumprido. Este facto é ainda confirmado com o
aumento da carga fiscal – a maior de sempre no fim de 2024 – ano após ano
durante o seu consulado e este é também
um excelente exemplo de austeridade.
O mais grave de tudo – agora que António
Costa está na Europa e não deverá tornar a fazer qualquer promessa, felizmente!
– é que vemos o putativo candidato do PS a Primeiro-Ministro, Pedro Nuno
Santos, a contrair promessas que enquanto esteve no Governo ou na Assembleia da
República nestes últimos 8 anos, esteve sempre contra e apoiou o Governo de que
fez parte durante 7 anos, justamente contra a recuperação do tempo de serviço
dos professores, o subsídio de risco aos polícias e aos GNR e o fim das portagens
nas SCUT, só para dar os exemplos mais relevantes.
Mudou o líder mas continuamos, por
consequência, na senda do populismo e da demagogia. É altura de se mudar de
promessas, ou de líder, ou de partido…
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