PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCCCLXVII 1/10/2024
“O que deve ser feito é um acordo PS-PSD-CDS-IL
para uma redução geral do IRC e do IRS ao longo dos próximos anos, uma solução
que o país agradecia. Teríamos orçamento e todos o seu quinhão de vitória”,
Luís Campos e Cunha, “Observador”,
25/09/2024.
Luís Campos e Cunha, o
autor da frase completamente em supra, fala com a autoridade de ser Professor
Catedrático de Economia da Nova e de ter sido Ministro de Estado e das Finanças do XVII
Governo Constitucional – logo, por definição um Governo de esquerda – o primeiro
Governo de José Sócrates e com a autoridade reforçada de ter batido – quatro
meses após ter sido empossado nessa pasta – com a porta, como forma de pré-aviso do
desvario que aí vinha com Sócrates a presidir aos destinos do País.
Há um precedente grave no
historial de acordos para baixar um imposto – facto absolutamente inédito, os
impostos nunca baixam! – concretamente o IRC; em 2013, António José Seguro,
líder do PS na oposição, firmou um acordo com a AD para baixar o IRC
gradualmente e até ao fim da legislatura, para 17 pontos percentuais. Acontece
que António Costa “correu” com Seguro antes mesmo do seu mandato ter terminado,
e rasgou o acordo firmado a esse propósito, o que mostra bem o seu carácter e
como não era um político confiável, ou em quem se pode confiar…
Com
efeito, baixar o IRC que neste momento está em 21% - mais derramas que variam
consoante a localidade, mas que, invariavelmente, redundam sempre num
agravamento adicional do IRC – é condição sine qua non para que a nossa
economia ganhe competitividade e consiga atrair investimento tão necessário ao
País e isto num ambiente, se nos cingirmos só à Europa, em que há países em que
o IRC é muitíssimo mais baixo do que o nosso, a saber: Hungria - 9%,
Bulgária - 10%, Irlanda -12,5% e Chipre - 12,5% também. Estes números falam
por si, mas o Pedro Nuno Santos tem feito um verdadeiro finca pé na relutância
em aceitar a proposta da AD, o que leva a que a solução preconizada por Campos
e Cunha – próximo do ideal – parece ter pouca viabilidade.
Esperemos que
prevaleça o bom senso e, sobretudo desta vez, o interesse do País pois seria
uma forma de o PS se redimir de erros passados nesta matéria. Convinha também
que actuasse em defesa da economia de mercado – versus economia centralizada,
própria dos países comunistas – ou, pelo menos, que não a hostilizasse
impedindo os impostos de descer…
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