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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA - MDCCCLXXXVI                                           28/05/2024                                                

“O Parlamento aprovou a redução do IVA na eletricidade. A medida foi apresentada pelo Partido Socialista e votada esta sexta-feira, tendo sido aprovada com votos a favor de toda a esquerda e da Iniciativa Liberal, tendo contado com a abstenção do Chega”. “O Jornal Económico”, 24/05/2024.

“A turbulência dos demagogos derruba os governos democráticos”, Aristóteles.

Esta acção, com um custo superior a mil milhões de euros anualmente, faz do PS (ou da sua direcção, é indiferente) um exemplo de irresponsabilidade, não é um partido sério, muito menos confiável, democrata também não pode ser porque isso implica decência, transparência, consistência de princípios, de ideias e de políticas.

Como é que um partido que exerce o poder durante exactamente oito anos e três meses – com uma maioria absoluta no último Governo – e votou sistemáticamente contra tudo aquilo que agora, sendo oposição aprova: baixa do IRS; alargar o apoio ao alojamento estudantil, eliminação das portagens nas SCUT; contagem do tempo de serviço congelado dos professores, baixa do IVA na electricidade, e intende votar favoravelmente o aumento das Forças de Segurança e, seguramente, dos oficiais de Justiça, médicos, enfermeiros e restante função pública pode ser levado a sério? Há alguma explicação para esta cambalhota de cento e oitenta graus no seu posicionamento e comportamento políticos perante estes enormes problemas: há, mudou de líder, António Costa foi-se embora e agora temos Pedro Nuno Santos!

Mas é isto condição suficiente para alterações de políticas deste teor e tão radicais? Um partido é ou deve ser uma organização séria com princípios programáticos rigorosos e que não pode estar sujeito a um virar da agulha desta dimensão em relação a assuntos importantíssimos da gestão da res publica – sob pena de perder toda a respeitabilidade, toda a credibilidade; se não era possível atender a nenhuma destas reivindicações até Março de 2024 com António Costa enquanto líder, seguramente que não deveria ser possível fazê-lo em Maio de 2024 com Pedro Nuno Santos a chefiar o partido. Isto soa a enorme oportunismo político, é vergonhoso e afecta a credibilidade do próprio partido – o que pouco lhes deve importar uma vez que levaram o País à bancarrota em 2011 e nunca aceitaram essa responsabilidade, culpando sempre tudo e todos por essa ignóbil situação – como atinge e fustiga toda a democracia.

Nestas circunstâncias, um partido responsável a gerir o Estado, poderá optar por apresentar a sua demissão por não estarem reunidas as condições mínimas para governar. Uma situação destas deixará o P.R. em maus lençóis e o povo português também, que levianamente reincide em votar no PS que governou vinte e dois anos nos últimos vinte e nove. Tem o Partido e, sobretudo, o Governo que merece. O Governo que merece para não sair da cepa torta, que é o lugar onde um povo que não aprende nunca, deve estar! 

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