PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCCCLXXXI 22/03/2024
A MENTIRA COMO ARMA POLÍTICA USADA DESCARADA E DESPUDORADAMENTE PELA ESQUERDA…
“O menor desvio inicial da verdade multiplica-se ao infinito à medida que
avança”, Aristóteles.
É conhecida a velha máxima de
Goebbels: uma mentira mil vezes repetida torna-se verdade…
E o que nós assistimos na
última campanha eleitoral foi ao uso reiterado e despudorado da mentira como
arma ao serviço da política e com o objectivo de atingir determinados fins
políticos que pudessem alterar a realidade e fazer a AD – a principal vítima e
a principal visada – ficar com o ónus das medidas mais gravosas tomadas por um
Governo de esquerda, o de José Sócrates, com a expectativa de que essa mentira se
repercutiria nos seus resultados eleitorais.
Uma das principais, teve a ver
com a baixa de salários na função pública, sendo a AD sistemáticamente acusada
de ser a autora desse corte dos salários, a realidade é bem diferente; a 29 de
Setembro de 2010 – o executivo de Passos/Portas só tomou posse em 21 de Junho
de 2011, cerca de 9 meses depois – os salários de facto baixaram na função
pública entre 3,5% até aos 1.500€, chegando
aos 10 por cento nos escalões mais altos e que ao todo equivaleu a um corte de cinco por cento da massa
salarial total da função pública, decidida e executada pelo Governo de José Sócrates.
Do mesmo modo e na mesma data,
as pensões foram todas congeladas.
Uma mentira repetida ad
nauseam, foi o das privatizações, mais uma vez a(s) esquerda(s) tentaram
sistemáticamente culpar a AD por estas privatizações – sobretudo as das maiores
e mais importantes empresas portuguesas – a realidade, contudo, é esta, expressa no parágrafo que se segue:
Esta
cláusula faz parte do Memorando de Entendimento (MOU – Memorandum of Understanding) assinado com a Troika pelo Governo do Partido Socialista,
em nome e representando a República Portuguesa, em 17 de Maio de 2011.
Finalmente, o primeiro imposto a subir foi o IVA, que passou de 21 para 23%, também em 29 de Setembro de 2010, de novo, por acção do Governo de José Sócrates, ora este é um imposto cego que afecta sobretudo as pessoas com rendimentos mais baixos porque incide praticamente sobre tudo. A própria CES – Contribuição Extraordinária de Solidariedade, abrangendo apenas as pensões superiores a 5 mil, euros, foi criada pelo Governo de Sócrates em 2011. É verdade que os impostos subiram enormemente mais tarde, no tempo do Ministro Vitor Gaspar, que reduziu o número de escalões do IRS de 8 para 4 e introduziu ainda uma sobretaxa de 4 pontos percentuais sobre os rendimentos auferidos em 2013, mas a verdade é que com o País em escombros e a lamber as feridas da bancarrota de 2011, os impostos tinham obrigatoriamente que aumentar, eram incontornáveis, fosse qual fosse o Governo em funções, até porque não há bancarrotas delicodoces, invariavelmente são uma tragédia e a que Sócrates nos legou, não foi excepção, foi gravíssima! Por ironia dos políticos, a carga fiscal em 2023 – cerca de 10 anos depois dos factos ocorrerem e de um Governo socialista desde o fim de 2015 – foi a maior de sempre!
A conclusão a tirar é que uma considerável parte
da esquerda mente deliberadamente ao fugir à verdade e nesta esquerda inclui-se
Pedro Nuno Santos, novo líder do P.S. que usou deste estratagema para tentar ganhar
as eleições. Os ingleses têm uma palavra muito apropriada para classificar este
comportamento: disgusting… que traduzido seria qualquer coisa como repulsivo,
nojento, sobretudo partindo de um líder político que tem a ambição de
ser Primeiro-Ministro deste País, o que é difícil de acreditar.
Como é que se pode votar e acreditar em partidos e em políticos que mentem?
Não pode!
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