PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA - MDCCLXXXVII 26/02/2024
ALGUMAS RAZÕES ESSENCIAIS PORQUE NÃO VOTO NO PS...
Em primeiro lugar, porque o PS é o maior fautor de instabilidade
da política portuguesa, as crises seguintes comprovam-no indiscutível e indubitavelmente:
· Em 2001,
demissão do Primeiro-Ministro António Guterres – sem nada o fazer prever – que
provocou uma crise e a convocação de eleições antecipadas.
· Em 2011, demissão
do Primeiro-Ministro José Sócrates que provocou uma grandíssima e gravíssima
crise política – não há bancarrotas delicodoces nem inócuas! – e que obrigou à
convocação de eleições antecipadas.
· Em 2023 demite-se
António Costa – teria sempre que o fazer dado o caso escandaloso do seu assessor ter
escondidos no gabinete ao lado do seu, 75,800€, e isto bastava! – a braços com
problemas de justiça, provoca novamente uma crise política e obriga o
Presidente da República a ter, à contre-coeur, de convocar eleições gerais
quando nem metade da legislatura tinha ocorrido. Como se isto não fosse
suficientemente grave, houve 14 demissões no seu Governo, decorridos cerca de
22 meses da legislatura, de novo criando uma instabilidade crónica, uma vez que
a oposição nada teve a ver com esta situação, foi mesmo demérito próprio e
corrosão intestina.
A estes factos gravíssimos, acresce que o PS é um partido que
se opõe (opôs) a tudo que cheire a fim ou diminuição do estatismo, foi assim
com a reprivatização da imprensa – entre outros títulos, o DN que tinha sido
nacionalizado em 1974 e o Século nacionalizado em 1979 – com a televisão e com
a banca privadas que tiveram a sua oposição inicialmente. Alguém imagina hoje
em dia que não pudéssemos ver a SIC-Notícias ou a TVI em vez da RTP, ou na
banca, ter conta no BCP ou no BPI em vez da CGD?
Também péssimo é o PS nunca assumir responsabilidade por nada
– tem uma falta de fair-play chocante – rigorosamente nada, dos erros
gravíssimos que tem cometido nos 22 dos últimos 29 anos em que tem governado, a
culpa é sempre dos outros! Nem o caso Sócrates foi assumido como erro,
compreende-se o incómodo, Sócrates foi por duas vezes escolhido em Congresso
pelos socialistas e foi-nos indicado pelos mesmos como o melhor inter-pares
para governar o País… acresce que foi o maior vendedor de ilusões e o maior demagogo
– e segundo a acusação do Ministério Público agora reconfirmada pelo Tribunal
da Relação, um político venal sem anal na política portuguesa – de todos os
secretários-gerais socialistas, todos suficientemente maus, por sinal, mas
todos ao abrigo de acusações de corrupção ou similares, como José Sócrates o é
presentemente!
É impossível não referir o fracasso completo do Governo de
António Costa, sobretudo em áreas vitais como a Saúde, um caos nunca visto com
mais de 1,7 milhões de pessoas sem médico de família, com urgências em situação
de ruptura absoluta quando não fechadas, com consultas com atrasos, nalguns
casos, de anos, e desgraçados a fazerem fila a partir das 3 horas da manhã, à
porta dos centros de saúde para obter uma senha de consulta! Um pandemónio no
Ensino jamais experimentado, milhares de alunos sem aulas ainda no corrente mês
de Fevereiro – coisa inédita – entre episódios absurdos de acesso
indiferenciado de género às casas de banho, e a falta catastrófica de
professores que não foi prevenida e que se vai agravar. Acresce ainda nesta
área, um facilitismo infrene e absolutamente irresponsável. Na Habitação há uma
verdadeira hecatombe que se consubstancia numa penúria de casas gravíssima e
para a qual muito contribuiu a Lei-Mortágua – uma cedência do PS ao seu
parceiro de coligação BE – que penalizou fortemente o investimento e criou uma
iniquidade entre as habitações das pessoas singulares que sofreram penalizações
do IMI e, simultaneamente, isentou as sedes das grandes empresas, por exemplo. Falta
ainda referir a Agricultura, a Defesa, a Justiça e a Imigração, tudo áreas em forte
descalabro e alvo de enorme contestação por parte dos agricultores que acusam a
Ministra de ser completamente incompetente para a função, dos militares, que se
queixam de uma falta de efectivos crónica e que põe em risco as missões de
soberania e de defesa, os oficiais de justiça, muito descontentes e praticamente
todo o ano de 2023 em greve, o pessoal do controle de fronteiras, em cheque com
o fim do SEF e agora as Forças de Segurança, alvo de desigualdade gritante nos
subsídios de risco.
Como se este rol de desgraças não fosse suficiente, este
Governo legou-nos também a maior carga fiscal de sempre, porque isso
permitiu-lhe distribuir esse rendimento enorme pelas áreas que lhe interessavam
e criar uma teia de subsídios e de subsídio-dependentes nunca vista e com
evidentes repercussões de cariz eleitoralista.
Este legado deste Governo é absolutamente irresponsável, indigente,
incompetente e até amador, – como vimos no dossier TAP – o que faz de António
Costa o pior Primeiro-Ministro de sempre e que tem estes resultados
catastróficos como legados para apresentar!
Assim sendo, alguém que queira um Portugal de progresso e na
Europa por direito próprio e mérito suficiente, e não como parente pobre e
indigente, não pode votar neste partido nem nesta gente, eu não voto!
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