PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCCLXXXIII 22/0182024
O PS INELUTÁVEL E
ESTUPIDAMENTE ENCURRALADO DEVIDO AO ESQUERDISMO POLÍTICO DE PEDRO NUNO SANTOS…
“O homem prudente não diz tudo
quanto pensa, mas pensa tudo quanto diz”, Aristóteles.
Após as eleições, só há três
cenários com que o PS terá que lidar, como partido nuclear no espectro
partidário nacional:
1. 1. - O PS ganha com maioria
absoluta – apesar de ser um resultado mais do que improvável, entre outras
razões, devido ao falhanço clamoroso da última – governa e não há nenhum
problema, excepto um fenómeno idêntico às suas últimas maiorias – a
sua incompetência quase genética para governar competentemente a res publica
– que o leva a não conseguir governar mais do que um período limitado de tempo,
foi assim com Guterres e com Sócrates,
ao fim de 6 anos, e agora com Costa, ao fim de 8 anos.
2. 2. - O PS fica em segundo lugar, perde
para o PSD que tem um resultado superior ao PS, não obstante, apesar de ser o
segundo partido mais votado, toda a esquerda tem uma maioria no Parlamento
superior a toda a direita junta, incluíndo o partido Chega. Esta situação é
idêntica à que aconteceu em 2015. Neste cenário, o PS é um ganhador e terá que
formar Governo com o BE e o PCP e aí enfrentará um problema grave; nunca se
deveria ter predisposto a formar uma Geringonça II fortemente extemporânea
porque não poderá evitar a enorme força negocial destes partidos nessa situação
e ficará sujeito e terá que aceitar o “Diktat” que lhe impuserem e que será inevitável.
O papel dos pequenos partidos – PAN e Livre – será sempre diminuto e
complementar, a menos que concorram com os seus pouquíssimos deputados para
atribuir uma maioria de esquerda ao PS e “compagnons de route”, situação muito
pouco provável mas que a acontecer, atribuirá uma maioria precária à esquerda
toda junta, de dois ou três deputados, não mais e que corresponde ao previsível
resultado eleitoral destes partidos, 2 ou 3 mandatos.
3. 3. - O PSD ganha com maioria
relativa e há uma maioria de direita no Parlamento. O PS será mais ou menos um
espectador atento mas passivo ao que uma maioria de direita fará, uma vez que
Pedro Nuno Santos já afirmou peremptóriamente que não viabilizará um Governo
minoritário do PSD, ao contrário do que fez o PSD que, por mais de uma vez,
viabilizou Governos minoritários do PS; um de Guterres e outro de Sócrates. Este
último cenário é péssimo para o PS e é péssimo porque significa a sua perda de
poder sabe-se lá por quanto tempo, é que desta vez não poderá culpar nem a
crise internacional, muito menos o Governo de Passos Coelho ou a Troika, como
fez sistemáticamente desde 2015, se perder, perdeu por exclusivo (de)mérito
próprio.;
É por estas razões que o PS
não tem mais nenhuma alternativa e está estupida e desnecessariamente
encurralado – o antigo Governo do PS suportado por um Acordo Parlamentar com o
CDS, nos idos de 1977, faz sorrir… – ao apostar
no regresso, ab initio, de uma Geringonça II, P.N.S. alienou
irremediavelmente a sua posição de partido charneira nacional, charneira só se
for entre o BE e o PCP… as alternativas complementares e com quem poderia
formar Governo ao centro e à direita, esfumaram-se: do PSD ao CDS, passando
pela IL, (exceptuando o Chega) poderiam ser a solução para não ficar
encurralado e aumentar imenso a sua capacidade negocial com o PCP e o BE, não fosse a miopia política de Pedro Nuno
Santos em que se meteu e ao partido, num verdadeiro “cul-de-sac”.
Há uma vantagem e uma
clarificação política não despicienda nesta sua posição: doravante haverá dois
blocos antagónicos – pelo menos enquanto P.N.S. dirigir o PS – o de esquerda, em
que o PS dependerá de partidos totalitários de índole e formação Marxista, e o
PSD/CDS que, muito provavelmente – a menos que haja uma débâcle à esquerda – terá
dificuldade em governar sem o apoio tácito de um partido populista como o Chega,
que não quererá históricamente carregar o ónus de ter inviabilizado a saída do
PS e dos radicais à esquerda do poder e a formação de um Governo de centro e de
direita. O que acontecerá, independentemente da vontade de Luís Montenegro,
possívelmente sem ele. O poder e a vontade de pôr termo a oito anos de
imobilismo, por vezes, de amadorismo e irresponsabilidade, como se viu no
dossier TAP, de compadrio e nepotismo desenfreados que criaram um ambiente
propicio a corrupção como nunca se viu neste País, sobretudo nas autarquias, serão
irreprimíveis e farão o seu caminho, naturalmente. O mais provável é o próprio
eleitorado desejar uma cura de oposição ao PS, tais os erros e desmandos que
cometeu nos últimos 23 em 29 anos que foi Governo. A tudo isto acresce um político
com um C.V. como o de P.N.S., sem valia prestável e muito próximo de zero, toda
a sua obra não saiu do papel e não passou de wishful thinking e demonstrou cabalmente a sua incompetência, inépcia e miopia política para governar. P.N.S. esteve 7
anos no Governo e é co-responsável pelo falhanço clamoroso, sobretudo do último
Governo de António Costa – foi uma das 14 demissões de que o mesmo padeceu e
não pode aparecer agora como virgem impoluta que nada teve a ver com o Costismo
– e deveria, pedagogicamente, seguir o preceito citado em supra de Aristóteles,
ter-lhe-ia evitado ficar encurralado e potenciais fracassos políticos...
Veremos o que o eleitorado
decide, como sabemos, em democracia há sempre soluções.
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