PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCCLXXXII 12/01/2024
“Nos
indivíduos, a loucura é algo raro – mas nos grupos, nos partidos, nos povos,
nas épocas, é regra”. Friedrich Nietzsche.
É
POSSÍVEL UM ELEITORADO ADULTO E CONSCIENTE VOTAR OUTRA VEZ NO PS?
Esta
pergunta é legitima se considerarmos que o PS esteve sempre no cerne das três
enormes crises políticas que provocou e foram da sua inteira e única responsabilidade:
em 2001 com a demissão de Guterres que optou por se ir embora; em 2011 com a demissão
de Sócrates que lançou o País na pré-bancarrota, e agora, em 2023 com a
demissão de Costa, basicamente por sua culpa e devido à sua “entourage” muito
pouco recomendável. Depois deste passado recente e deste Governo de absoluto desastre
nacional, é incompreensível que o eleitorado não puna o PS e o seu Governo. Contudo,
se, inexplicável e irracionalmente, o eleitorado votar maioritariamente no PS
nas próximas legislativas, o que é que se pode esperar?
O
seguinte:
- Primeiro
do que tudo, Pedro Nuno Santos como Primeiro-Ministro.
- Depois,
uma nova Geringonça com o BE e o PCP – uma vez que o PS não terá agora uma
maioria absoluta e estes partidos ser-lhe-ão imprescindíveis para governar
– já anunciada e que dará enorme poder negocial ao PCP e ao BE, sendo que
P.N.S. não terá margem de manobra para recuar nem alternativa e isto será
o seu primeiro grande erro enquanto
líder do P.S. e P.M.
- A primeira
Geringonça foi escandalosamente negociada, firmada e escondida nas costas do
eleitorado antes das eleições, com medo das repercussões de uma aliança às
claras quer com os comunistas que sempre consideraram o PS um partido de
direita e o seu mais forte adversário, quer com os socialistas e o
eleitorado em geral, que a poderiam por estas razões que todos testemunharam,
naturalmente temer e repudiar. Desta vez, toda a gente sabe que P.N.S. se
vai aliar aos comunistas do P.C.P. e aos cripto-comunistas do BE, pelo que
não seremos colectivamente aldrabados e isso, terá, naturalmente, um preço
a pagar ainda hoje, haverá muita gente reticente em votar numa solução que
envolva os comunistas. É que a última acabou com enorme azedume e grandes
queixas na praça pública de parte a parte! Finalmente, nesta solução, quer
vingue ou não, poderemos dizer: viva a transparência, apanágio intrínseco
à democracia!
- Teremos
um P.M., P.N.S., que tem um currículo desprezível: zero obra para
apresentar durante os 7 anos em que foi membro dos Governos de Costa. Não
tem nada porque nada saiu do papel e do reino do “wishful thinking” e é
co-responsável pelo estado lastimoso em que se encontra o País, mormente na
Saúde, no Ensino e a na Habitação, as áreas onde este Governo falhou mais clamorosa
e rotundamente.
- Vamos
ter como P.M. um político que se escondeu numa mentira alegando falta de
memória, como a demissão de Alexandra Reis, e pior, uma mentira com
requintes de maquiavelismo pois fez um despacho a indagar sobre a sua demissão,
tendo sido ele a dar autorização para a mesma, bem como em relação à
indemnização de meio milhão de euros. É preciso recuar a Sócrates para
encontrarmos um político a mentir com tanta desfaçatez…
- P.N.S.
meteu 3,6 mil milhões de euros dos nossos impostos e vangloria-se de que
salvou a TAP, mas não, nós salvamos a TAP com os nossos impostos! Até a
TAP começar a dar prejuízo outra vez, o que com a reposição do nível
salarial dos pilotos, é só uma questão de tempo… acresce que nacionalizou a TAP para agora
a querer privatizar parcialmente ao querer manter a maioria do capital da
TAP nas mãos do Estado, ignorando que não haverá nenhum grupo na aviação
comercial que meta centenas de milhões de euros num negócio que não
controle, e se o fizer, será só temporariamente até – o que ficará
salvaguardado no contrato de compra e venda, obviamente – deter a maioria
do capital!
- Teremos
um P.M. que achava que era possível manter a Portela e construir o Montijo
temporariamente, até Alcochete estar em pleno, altura para desactivar os
outros dois… Onde ia ele buscar dinheiro para 3 aeroportos? O irrealismo e
populismo desta intenção é chocante, aeroportos servem aviões que voam,
mas convém termos os pés assentes na terra, coisa que P.N.S. não tem…
- Teremos
um político e um partido que esteve por trás das negociações com o BE que
deram origem ao “Pacote Mortágua” na habitação que, entre outras medidas
desfasadas da realidade e do mercado, redundou na tragédia que estamos a
viver e que, com medidas gravosas posteriores, apresenta como bandeira, o
aluguer coercivo da habitação particular, o que, para além de não resolver
nada e de assustar e retrair os senhorios, parece manifestamente
inconstitucional.
- Um
político que esteve por trás das negociações com o BE e o PCP que levaram
ao fim das parcerias público-privadas na Saúde, como aconteceu, por
exemplo, no Hospital de Braga que de uma performance excelente e a dar
lucro, passou a péssima e concorreu para o SNS estar neste caos absoluto
em que está mergulhado agora.
- Finalmente,
P.N.S poderá querer brandir em prol da sua candidatura e à laia de obra
feita, “as contas certas” que incluam a baixa da dívida pública, que
baixou só em percentagem do PIB mas não em stock pois aumentou brutalmente
no consulado de Costa, passou de 235.746,1 milhões de euros a 276.589,5M€, ou
seja, cresceu em stock, 40,843,4 mil milhões de euros. Mas mesmo
que o faça, não se deve a obra de P.N.S., tão pouco a António Costa, mas a
imposição de Bruxelas, grande ajuda do BCE e ao despudor das cativações
usadas e abusadas pelos Governos de Costa, pelo que, para além de ser uma
falácia sistematicamente brandida por este Governo, nunca a poderá
reivindicar como sua, o seu hipotético valor conseguido nestas circunstâncias,
não lhe pode ser assacado.
Não, P.N.S. é um desastre – mais
um desastre socialista, ainda não chegaram três: Guterres, Sócrates e agora
Costa? – anunciado e com todos os elementos para ser recusado pelo eleitorado,
ou teremos um eleitorado com uma presciência equivalente à do Rato Mickey? As
sondagens parece indicarem-no… não obstante, a democracia não sobrevive sem
alternância no poder – passa a “Mexicanização” – o que é quase uma verdade de
La Palice.
Votar neste homem equivale a
escolher a atracção pelo abismo que será só uma questão de tempo até nos
estatelarmos pela quarta vez! Estaremos todos loucos enquanto povo, como diz Nietzsche?
Mesmo assim, custa-me a acreditar que o povo português possa escolher esta
loucura, este bluff, este vendedor de utopias, este amador, este incompetente, este
mentiroso, sinceramente!
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