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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – DCCLXXX                                             21/12/2023                                                                                                                          

O(S) LEGADO(S) DE ANTÓNIO COSTA:  

·        Pequena introdução histórica: o PS já chamou 3 vezes o FMI, na última vez, em 2011, veio acompanhado pela Troika, e chamou-o nessas três vezes, por ter sido responsável por lançar o País na bancarrota ou na pré-bancarrota!

·        José Sócrates assinou o Memorando de Entendimento com a Troika e foi ele o único responsável pelo conjunto de malfeitorias aí inscrito, nomeadamente: corte de salários e de pensões, aumento colossal de impostos, privatização de inúmeras empresas públicas, algumas insubstituíveis no património do Estado, e vitais no tecido económico português: TAP; CP – Carga; EDP; GALP; REN; ANA e CTT.. Foi também o único responsável pelo aumento demencial dos défices, e défices são evidentemente dívida, que teve um impulso exponencial durante o seu consulado.

·        Guterres em 2001, Sócrates em 2011, e Costa em 2023, todos se demitiram e provocaram graves crises políticas, como a que vivemos agora, sendo o PS responsável por ser um factor cíclico de ingovernabilidade e de desestabilização, como estes factos citados o comprovam sem margem para dúvidas nem contestação possível.

·        António Costa e os seus Governos deixaram um caos inimaginável na SAÚDE, com escusas de responsabilidades de médicos nunca visto, urgências a fechar em catadupa e doentes a terem que andar centenas de quilómetros  para receberem tratamento e ajuda, 1.7 milhões de portugueses sem médico de família e o agravamento de listas a todos os níveis, das cirurgias às consultas da especialidade. Acresce que a passagem das 40 para as 35 horas, foi absolutamente funesta em toda a administração pública, mas sobretudo no SNS. Esta é uma boa resenha de como se destrói um Serviço Nacional de Saúde, apesar de Costa e "compagnons de route" culparem sistemáticamente a oposição de o querer levar a cabo...

·        Uma crise surreal no ENSINO, com problemas absurdos de género, sobretudo nos quartos de banho das escolas – o que até custa a crer, de tal forma está fora da realidade da maioria das crianças e jovens adolescentes – uma falta de professores crónica, 50 mil alunos sem terem tido quaisquer aulas no fim do 1º trimestre de 2023, e greves ininterruptas nos dois últimos anos que prejudicaram gravissimamente o corpo discente e que com os resultados do PISA, péssimos e muito graves, o confirmam sem margem para dúvidas, a que acresce uma degradação imparável e a cereja no topo do bolo; um facilitismo infrene na Educação.

·        Uma crise na JUSTIÇA que quase paralisou os tribunais no último ano e que atrasou ainda mais dezenas de milhar de processos. A prescrição de processos essenciais para moralizar a sociedade civil, estão à vista, nomeadamente o mais importante de todos; o processo Marquês que envolve José Sócrates e “companheiros”.

·        Uma crise na AGRICULTURA que levou os agricultores ou as suas associações a boicotar qualquer contacto com a Ministra a quem chamam mentirosa e rotundamente inepta para a função.

·        Uma crise na DEFESA que paralisou navios, que levou a uma falta de praças inédita e catastrófica em todos os ramos das forças armadas, o que provocou um rácio absurdo em que há quase tantos oficiais como praças. A que acresce uma desorçamentação crónica.

·        Uma crise sem precedentes na HABITAÇÃO, em que sucessivas medidas legislativas completamente erradas e ao arrepio da realidade do mercado de habitação, levaram a um problema gravíssimo, não há casas a preços acessíveis para os portugueses fruírem por aluguer ou comprarem, uma vez que os seus preços são incomportáveis. A confiança dos agentes e proprietários ficou irremediavelmente comprometida com leis radicais, como o arrendamento coercivo que padece de clara inconstitucionalidade, segundo alguns juízes. 

·        Uma crise seriíssima na ADMINISTRAÇÃO INTERNA em que com a extinção do SEF, as fronteiras estão sem controle de qualquer espécie, e uma imigração caótica, desumana por falta de condições mínimas e sem o mínimo de dignidade, não resolve a falta de mão de obra e propicia todo o tipo de populismos.       

·        Uma crise grave nos TRANSPORTES que estão pelas ruas da amargura, a CP deve deitar foguetes de cada vez que um comboio chega a horas…  e a TAP não dá lucro, a TAP teve um exercício com números positivos – também era o que faltava que com a injecção maciça de capitais, desse prejuízo! – o que é substancialmente diferente, uma vez que tem um passivo de milhares de milhões de euros – apesar de lá terem metido 3,600 milhões de euros dos nossos impostos.

·        Dívida Pública: há uma falácia em relação a este item, em 2015, quando António Costa chegou ao poder, esta era de 235.746,1 milhões de euros, em 2023, é de (previsão) 276.589,5, ou seja, em 8 anos, esta cresceu em stock, 40,843,4 mil milhões de euros, aumentou assim, 5.105,4M€ ao ano! A propaganda diz que a dívida está controlada, mas na realidade a dívida desceu em percentagem do PIB, o que é evidente uma vez que o PIB tinha descido brutalmente com a pandemia e começou a recuperar ultimamente, mas não em stock e é este que é preciso pagar e não a percentagem sobre o PIB…   

·        A Carga Fiscal, apesar de o PS ter clamado denodada e violentamente contra o colossal aumento de impostos de Vitor Gaspar, exclusivamente induzidos pela bancarrota de Sócrates, não os baixou, pelo contrário, a mesma não pára de subir, sendo neste ano, em 2023,  a maior de sempre!

·        Os Serviços Públicos estão degradadíssimos; tornou-se impossível numa repartição pública tratar de um problema sem marcação prévia, nunca a degradação foi tão grande e o recurso aos meios electrónicos tornou-se omnipresente, e isto num País onde ainda há analfabetismo e uma fortíssima iliteracia electrónica.

·        O PS de António Costa, fruto de um nepotismo infrene, ocupou todos os escalões da Administração Pública e criou um Estado tentacular, muito fruto também da compra maciça de votos, sobretudo na função pública e junto dos pensionistas, criando gravíssimos encargos ao Estado no futuro, um verdadeiro monstro de direitos e regalias adquiridos e intocáveis.

·        Portugal nos últimos 8 anos, foi ultrapassado por inúmeros países da U.E. do Leste da Europa na criação de riqueza ou no PIB: Estónia, Letónia, Lituânia, Polónia, Hungria e ultimamente a Roménia, do antigo títere Ceacescu e da sua herança de miséria absoluta, foi o último a fazê-lo, e isto quando nunca Portugal recebeu tanto dinheiro da Europa, nomeadamente para os últimos programas: “Portugal 20-20”, e, sobretudo, o ainda em execução  “PRR”.

·        António Costa quando foi ministro da Administração Interna acabou com os guardas-florestais, adjudicou a compra do SIRESP, desprovido de referenciação via satélite – as torres no terreno arderam – opção sua enquanto adjudicante, infestou a Protecção Civil de “boys” incompetentes e impreparados, pelo que por tudo isto, muito provavelmente, não estará isento de culpas e responsabilidades nos catastróficos fogos de 2017, que deixaram no terreno 110 mortos. 

O[s] legado(s) de António Costa, a exemplo do de Sócrates é absolutamente tóxico e catastrófico, ao ponto de haver já algumas pessoas a defender a tese de que se demitiu – já Sócrates tinha fugido quando se demitiu após o chumbo do PEC-IV, quando nada constitucionalmente o obrigava a fazê-lo – por uma simples razão: para fugir ao seu legado miserável, e ao que aí vem, agora que acabaram os juros negativos ou baixos, as benesses e compra da dívida do Banco Central Europeu e a conjuntura não vai ter nada a ver com aquela que fruiu nos últimos 8 anos.

 Dá que pensar esta tese…

 

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