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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCCLXXVIII                                                 30/11/2023

O QUE NOS DIZ O POVO PORTUGUÊS NESTE MOMENTO… ANÁLISE DA ÚLTIMA SONDAGEM DA CATÓLICA:

Resultados das últimas legislativas versus última sondagem da Católica, do dia 28 de Novembro, respectivamente:

Legislativas de 2022                        Sondagem

PS - 41,37%                                            28%

PSD – 27,67                                            29%

CHEGA – 7,18%                                     16%

IL – 4,91%                                                9%

BE – 4,40%                                               6%

PCP/PEV – 4,3%                                      3%

PAN – 1,58%                                            2%

LIVRE – 1,28%                                        2%

CDS – 1,60%                                            2%

PS – dá um trambolhão monumental, com efeito, a queda é de 32,32%, mesmo assim, muito razoável se considerarmos o facto de este Governo ter sido um dos piores de sempre, e isto apesar de dispor de uma maioria absoluta e de condições ímpares em termos de fundos europeus, o PRR, de juros, por vezes negativos, compra de divida pelo BCE, e ainda e finalmente, de uma inflação que teve, entre outras consequências, aumentar brutalmente a receita arrecadada em impostos. O povo português é sempre muito benevolente com o PS…

O PS só poderá ambicionar chegar ao Governo por meio da reedição de uma Geringonça II, mas vai ser difícil, até porque como dizia o grande historiador Arnold Toynbee, o facto histórico é irrepetível e a Geringonça I foi uma aliança formada pela negativa, e é dos livros que qualquer coisa formada pela negativa, nunca é recomendável…

PSD – Sobe 4,8% mas deveria subir, no mínimo, o dobro, não capitaliza a governação indigente do PS e as 14 demissões que já leva o seu Governo desde que tomou posse. Também não capitaliza o desastre de índole nacional nas seguintes áreas, todas a sofrer um verdadeiro caos: Saúde; Ensino; Habitação; Agricultura; Defesa e Justiça. O PSD vai ter que fazer várias alianças se quiser chegar ao poder e dar uma vassourada – como se propõe – nas políticas socialistas que nos trouxeram até aqui.

CHEGA – Destaca-se como o terceiro partido do espectro político nacional e tem uma subida espetacular, sobe 123%, mais do que duplicando o seu resultado das legislativas, é mesmo o maior ganhador e está em vias de se tornar incontornável para qualquer solução de Governo à direita do PS. Acresce que será impossível ignorar as centenas de milhar de votos que vai receber e que serão a expressão de outros tantos portugueses e lhe conferirão a legitimidade correlativa.

IL - É outro dos grandes vencedores ao subir 83% a sua expectativa de votos, e isto apesar de se manter irredutível em não formar uma coligação pré-eleitoral que poderia trazer ganhos de até 10 deputados à mesma e de que a IL beneficiaria correlativamente, a que acresce a recentíssima dissidência de 25 quadros. Não obstante, vai ter uma palavra a dizer na formação do próximo Governo, se de direita. 

BE – é também um ganhador, com efeito parece já ter recuperado de ter sido co-responsável pela queda da Geringonça, pois ganha 36,3% nas intenções de voto, nada mau para um partido cripto-comunista. Nunca se oporá à formação de uma Geringonça II protagonizada por Pedro Nuno Santos, ou mesmo, José Luís Carneiro… será a sua única maneira de tornar a influenciar a governação.

PCP/PEV - A guerra da Ucrânia continua a causar mossa, a que não será estranha esta queda de 30,3% nas intenções de voto. O PCP/PEV roça cada vez mais a irrelevância, não fora a influência que ainda mantém nos sindicatos – CGTP – que, por sua vez, têm cada vez menos filiados, logo aí, também, as coisas não auguram um futuro risonho com o sol a brilhar para todos nós…

Todos os outros partidos crescem qualquer coisa e serão sobretudo úteis para complementar maiorias quer à esquerda, casos do Livre e do PAN, quer à direita, caso do CDS.

Há, no entanto, uma particularidade que muda drasticamente o quadro político em Portugal, o facto de a esquerda ter deixado de ser maioritária, com efeito, se somarmos o PS, o BE, o PCP/PEV, o Livre e o PAN, obtemos ca. de 41% dos sufrágios totais, muito longe de uma maioria parlamentar essencial para governar. Em sentido contrário, todo o bloco da direita beneficiará de uma maioria de 56% e não poderá dar-se ao luxo de poder dispensar o CHEGA, uma vez que uma maioria parlamentar se obtém na casa dos 43%/44% dos votos. O que não estará ao alcance do PSD + IL + CDS, ao perfazerem ca. de 40% dos sufrágios. O estigma do Chega e a sua demonização não parece serem suficientes para não afastar o PS do poder e para impedir a direita de lá chegar. Só haverá dois blocos antagónicos e sem nuances, um de esquerda, com o PS à cabeça e que incluirá dois partidos totalitários, PCP/PEV e BE, mais os apêndices Livre e PAN, e outro de direita, PSD, Chega, IL e CDS, independentemente da vontade de terceiros… 

 

Comentários

  1. Para já são sondagens. Mais para diante veremos se estas percentagens se mantêm.

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