PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCCLXXVI 16/11/2023
“As vitórias têm muitos pais. As catástrofes são órfãs”. Hubert Caubergh.
Algumas notas breves sobre a demissão de António Costa, nestas circunstâncias, uma verdadeira catástrofe para os socialistas:
- · Esta é
também uma derrota de Marcelo, por cumplicidade evidente e indesmentível com
este Governo durante 7 anos e por querer, acima de tudo, salvaguardar a
estabilidade, ei-la, em todo o seu esplendor a rebentar-lhe nas mãos…
- · “Um dia
feliz para os portugueses”, António Costa e Silva tinha todo a razão, é de facto, um dia feliz para
muitos portugueses, mas não pelo péssimo resgate da EFACEC, mas sim pela queda
de Costa e do seu Governo, tendíamos para a “MEXICANIZAÇÃO” do País!
- · António
Costa foi braço direito de Sócrates – só um dos piores P.M. de sempre, quiçá o
pior! – durante anos a fio, sem se aperceber de nada, segundo ele, como era
possível pensar que com esse exemplo e curriculum, seria um bom
Primeiro-Ministro, depois de, por onde passou na sua carreira política, não ter
deixado obra alguma digna de menção? Bem pelo contrário, cito só três situações
escandalosas da sua incompetência: SIRESP; helicópteros KAMOV e TAP.
- · Costa deixa
um desastre, um verdadeiro pântano nas seguintes áreas: Habitação; Saúde;
Educação; Agricultura; Transportes, Justiça e Defesa, e ZERO reformas! Pior era
difícil! Esta é a fotografia completa do desastre nacional, apesar de Costa ter
tido condições favoráveis e excepcionais para governar durante anos e ao longo
dos seus três Governos – cada qual o pior – nomeadamente o PRR, uma torrente de
fundos da CE como nunca se viu, e a ajuda activa do BCE, quer em estabilidade
de juros, muitas vezes negativos, quer na compra de dívida nacional! Um
político com imensa sorte e que a desperdiçou completamente.
- · Costa demonstrou,
ao longo dos anos, ser um político completamente incompetente – um florentino
por excelência, com tudo o que de negativo o termo encerra – amparado, e
apoiado por excelente imprensa e por uma muito boa máquina de propaganda do PS,
por isso os seus inúmeros e constantes desaires foram sendo branqueados e
disfarçados.
- · É uma
falácia argumentar que não há alternativa ao Governo de Costa, como se os
Governos de Costa, particularmente o último, não tivessem sido um desastre de
proporções nacionais, basta atermo-nos na Saúde e na Educação. Qualquer Governo,
por muito medíocre que fosse, faria imensamente melhor do que este.
- ·
Costa deixa
um Estado tentacular – também e principalmente fruto de um nepotismo infrene,
como nunca se testemunhou – e um aumento brutal da dívida pública que só desce
em percentagem do PIB por o mesmo estar a crescer, mas não em stock, em termos
absolutos, que nunca parou de aumentar, e um descomunal aumento da carga
fiscal, que ano após ano bate recordes, e é neste momento a maior de sempre!
- ·
“Last but
not least”, o seu discurso nas TVS., já demissionário e demitido há dois dias, e a sua
tentativa de envolvimento de Mário Centeno numa hipotética sua substituição à
frente do Governo – sem se dignar consultar o partido e os seus órgãos e num
total desprezo pela democracia e as suas regras, Centeno não é do PS e não foi
eleito – mostram a plenitude da sua incompetência, afinal, o propalado político
muito hábil, tem uma saída da política de verdadeiro sendeiro…
A saída de Sócrates foi boa para o País, a de Costa – nos termos em que aconteceu, é quase uma “bênção”, até os Deuses se uniram contra ele – além de uma necessidade ética e política, é um imperativo de ordem moral.
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