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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA - MDCCLXIX                                                      25/09/2023                                                           

“Não há nada que os políticos gostem mais do que distribuir benefícios, e fazer com que outros os paguem”, Thomas Sowell.

A SAGA DO NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS…

É sabido que quando a Troika chegou a Portugal – chamada por José Sócrates, é preciso repetir “ad nauseam” para ver se a verdade prevalece sobre a mentira mais despudorada… – era urgente baixar a despesa do Estado por a mesma se ter tornado incomportável com a receita gerada e auferida pelo mesmo Estado.

Uma das primeiras medidas tomadas pela Troika com o fim de obter esse desiderato, foi baixar o número de funcionários públicos que, à boa maneira socialista tinham atingido o número de 727.701 no ano de 2011, em pleno Governo de Sócrates. Foi assim que baixando paulatinamente todos os anos, em 2015, se atingiu o número mais baixo, ou seja, 659.138, menos 68.563 pessoas, durante o Governo PSD/CDS.

Evidentemente que toda esta gente tem um peso enorme na folha de salários do Estado. O salário propriamente dito catorze vezes, o subsídio de refeição, a ADSE, e os inúmeros subsídios que em determinadas circunstâncias os trabalhadores têm direito e auferem.

De 2015 até hoje – coincidindo com a chegada de António Costa ao poder – o número de pessoas a trabalhar para o Estado não parou mais de aumentar, contando-se neste momento com 745.707, mais ainda do que no tempo do famigerado Governo de Sócrates, concretamente, mais 86.569, somente! É preciso dizer que o valor médio do salário no Estado é de 2019 euros brutos, versus 1,335 euros no privado. É fácil fazer as contas ao custo de 86.569 funcionários públicos metidos por António Costa e os seus Governos no aparelho do Estado e aos benefícios correlativos de que beneficiam também.

A explicação é simples, a Função Pública funciona como uma coutada para o PS, é na F. P. que o PS ganha as eleições e isso é fácil de demonstrar, para além do reconhecimento pelo novo emprego que o “patrão” lhes facultou, há ainda que considerar salários em média mais altos do que no sector privado, menos horas de trabalho, por meio da famosa e iníqua lei das 35 horas, ADSE, e, importantíssimo, garantia de emprego para a vida! Num agregado familiar de três pessoas, por exemplo, e se o filho tiver mais de 18 anos, muito provavelmente, nestas circunstâncias, o PS averba 3 votos… É fácil concluir que a grande maioria destas pessoas votará PS nas eleições, é a lógica dos benefícios, do fim do desemprego e do reconhecimento!

O Estado deveria ser gerido eficientemente e isso implicaria também o número mais baixo possível de funcionários públicos, bem pagos e motivados e com a sua performance laboral aferida anualmente para progressão na carreira, como em qualquer empresa decente.

Apesar do aumento brutal de funcionários públicos, a perversão maior reside no facto de a prestação dos serviços públicos por parte do Estado se ter deteriorado brutalmente. Experimentem ir a uma urgência de um hospital, renovar o C.C., a carta de condução, ou o passaporte, é um pesadelo e tudo passa – excepto os hospitais embora prevaleça em muitos centros de Saúde – por uma requisição por meios digitais, apesar da iliteracia informática de grande número de portugueses, ou por marcação prévia, qualquer solução longe dos tempos em que se ia a uma loja do cidadão e se resolvia a coisa, com um aceitável tempo de espera. Isto para não falar na saúde, onde houve um aumento brutal de meios financeiros e de mais de 20.000 pessoas a trabalhar no SNS, não obstante, o caos nos hospitais é geral e universal e há pessoas a esperar inúmeras horas, algumas a morrer nas urgências antes mesmo de serem vistas e assistidas, já tem acontecido embora raramente, felizmente.

Um partido que age e actua assim, nunca poderá estar por trás de reformas e impulsos no sentido do desenvolvimento e progresso, é a própria lógica subjacente à forma e posicionamento para ganhar eleições que o impede. Este partido não serve os portugueses!

António Costa é um imobilista nato, não há nada a esperar dos seus Governos, excepto mais funcionários públicos, a ausência total de reformas, que se traduz no status quo geral e universal, e a indigência mais despudorada junto da Europa.

 

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