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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCCLXIV                                                       14/07/2023

“O Tribunal de Braga condenou a sete anos e meio de prisão um homem que em 2022 ateou oito incêndios em Vila Verde, que consumiram, pelo menos, 240 hectares de floresta de eucaliptos, pinheiros-bravos, carvalhos e mato”. “SAPO”, 12/07/2023. 

“Os países ocidentais são, de longe, as sociedades mais livres, justas e prósperas que jamais existiram na história! Quem não concorda, não conhece a realidade da Ásia, da América Latina, da África e a própria história”, Adriano Gianturco. 

Contrariamente à percepção em Portugal, as democracias são regimes fortes ou, pelo menos, deveriam sê-lo. 

Bons exemplos desta asserção são países como a Inglaterra, a Suíça, a Alemanha e os EUA. Particularmente os EUA, onde, por vezes, ficámos admirados com alguma brutalidade da polícia em nome da lei, o caso de George Floyd – asfixiado pelo joelho de um polícia no pescoço, apesar dos protestos do homem que ganharam notoriedade quando repetidamente implorou: “ I can´t breath” – “não consigo respirar”! – é, nesse particular, exemplar e deu origem ao movimento: “Black Lives Matter”, sempre  incorrectamente traduzido por: “Vidas Negras Importam” ou “Vidas Negras Contam”, porque não são as vidas negras que importam – todas as vidas importam, de pretos, de amarelos ou de brancos! – mas sim, as vidas dos negros, logo a tradução apropriada deveria ser, na minha humilde opinião: “A vida dos pretos conta”, ou “A vida dos pretos importa”, e tudo isto devido ao políticamente correcto em que ridiculamente se foge a utilizar a palavra preto! Por esta ordem de razões, não poderíamos também utilizar a palavra branco…  

Com efeito e não obstante, nestes países e nestas democracias, quem infringir a lei está sujeito a uma penalidade dura e sem contemplações.

Vem tudo isto a propósito do parágrafo supracitado em que o crime horrendo do fogo posto que destrói vidas humanas e bens materiais, não ficou impune e é mesmo pedagógico, se cada juiz mandasse por longos anos para a cadeia os incendiários que lhes “passam pelas mãos”, dificilmente teríamos assistido a este rol de incendiários, de verdadeiros pirómanos impunes, não sancionados, não metidos uns anos na cadeia para proteger a sociedade, para poderem reflectir sobre os crimes cometidos e para servirem de exemplo. É evidente que há casos de tal forma graves que o acompanhamento psicológico pode ser necessário e, nesse caso, deve existir, dentro da cadeia, bem entendido. Talvez seja até necessário para cada incendiário apanhado em flagrante, esta impunidade que tem existido e que faz desta sentença um caso exemplar, é que não pode continuar, sobretudo quando sabemos que ca. de 27% dos incêndios são fogos ateados propositadamente. Grave é também o uso negligente do fogo – ca. de 47% de todos os fogos – deveria também ser sancionado de alguma forma.

Meter os incendiários e os pirómanos na cadeia é social e ecologicamente recomendável e com efeito imediato na preservação de bens, das florestas e do meio ambiente.

Finalmente, é caso para dizer: os bens e a vida dos brancos também contam! E não vidas brancas importam…

 

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