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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCCLXI                                                  23/06/2023      

 "O primeiro-ministro ia para uma reunião internacional e entendeu que devia dar um abraço a José Mourinho". Marcelo Rebelo de Sousa, “SAPO”, 18/06/2023. 

“Se não podemos ser céticos e questionar aqueles em posição de autoridade, corremos o risco de sermos controlados por charlatões”, Carl Sagan. 

Dar um abraço a José Mourinho? Mas que coisa mais estapafúrdia, que abuso, sobretudo sabendo que somos nós a pagar, trata-se mesmo de uma pouca vergonha e de uma enorme falta de respeito pelo contribuinte em que este Governo é useiro e vezeiro! Sou do tempo em que o futebol era estigmatizado pela esquerda e os seus intelectuais, era o tempo do Portugal dos três efes: Fátima, Fado e Futebol… mas Costa, um político de esquerda, é fã de futebol e é capaz de fazer “grandes viagens” pelo mesmo… 

A certa altura, dada a dificuldade de justificar este “detour” de interesse meramente particular de António Costa, foi dada a desculpa de que o avião precisava de fazer uma escala técnica devido à grande distância entre Lisboa e a Moldava, ora bem, a autonomia de vôo de um Falcon 50 – o avião em questão – é de 6 480 Kms e a distância de Lisboa à Moldava é de 4.172 KMS, logo, a necessidade de uma escala técnica é uma rotunda mentira. 

Surgiu também a justificação do convite da UEFA para assistir á final da Liga Europa, mas não fazia parte da agenda oficial do P.M., o que seria difícil de justificar oficialmente uma vez que não havia nenhuma equipa portuguesa envolvida… 

E depois ninguém fala nos custos correlativos? Entre outros, os “Landing Fees”, os “Handling Fees”, os “Air Traffic Control Fees”, e mais alguns difíceis de calcular, como hotelaria, transportes para deslocações da comitiva e dos pilotos, etc., etc. mas que existiram, seguramente. Uma paragem extra num aeroporto internacional custa muito dinheiro! E esse facto justifica-se pelas razões invocadas, para dar um abraço a José Mourinho? É preciso topete, que descaramento! 

Não! Toda esta história está muito mal contada e há quem diga que Costa foi tratar da “vidinha”, ou seja, do seu futuro na Europa num futuro próximo, com um político da extrema-direita europeia, Victor Orbán, mas com grande influência no grupo de Visegrado, (Hungria, Polónia, República Checa e Eslováquia) quando em Portugal estigmatiza e abomina André Ventura, amigo e parceiro ideológico do mesmo Orbán, que hipocrisia, que vómito! 

Se foi o caso, é absolutamente revoltante porque os portugueses não têm que pagar a campanha eleitoral prévia de um político português, ainda por cima, péssimo… 

P.S. – ontem, no Parlamento, Costa não respondeu a nenhuma das inúmeras perguntas que todos os partidos, menos o PS, lhe fizeram sobre este tema. Significativo…

 

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