PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCCLVII 21/05/2023
"CÁ SE FAZEM, CÁ SE PAGAM"…
“Das oito vezes que se referiu à ´bomba atómica´, [Marcelo Rebelo de Sousa] em seis foi para dizer que “não pode haver eleições todos os anos”, não faz sentido falar em dissolução quando “há uma guerra, uma crise económica e financeira e um PRR para executar” […]”, Angela Silva, “Expresso”, 5/05/2023.
E
sempre ou quase sempre que se referiu a dissolução, Marcelo – que não pretendo
defender mas tão só fazer uso da verdade – foi instado pelos jornalistas a
fazê-lo, ou seja, pela interpelação sistemática dos jornalistas e não por sua
vontade. Parece evidente que vai haver dissolução, o que seria para admirar era
que não houvesse com um governo que acumula erros atrás de erros e casos – não
casinhos – atrás de casos, cada qual pior e sempre, mas sempre, todos envoltos
em mentira! Então este último, o do Ministro das Infraestruturas, é de bradar
aos Céus, tal o grau sistemático de incompetência, irresponsabilidade, autoritarismo,
amadorismo e mentira em que está envolvido, repito, mentira que ficou bem
patente na ida de Galamba à C.P.I da TAP; desde a chefe de gabinete, ao ministro,
e ao próprio Primeiro-Ministro – ao negar que tivesse sido informado,
desmentido pelo próprio ministro que afirmou, preto no brando, que lhe tinha
telefonado por volta da 1 hora da manhã, inteirando-o do que tinha ocorrido...
Só o facto de um Primeiro-Ministro ser flagrantemente apanhado a mentir, como ficou evidente aos olhos de todos, era razão suficiente para o demitir, porque se a mentira é sempre repelente, num Estado de Direito torna-se insuportável e inaceitável. E não, não adianta vir agora com a subtileza de que o P.M. se referia a ter sido informado a priori e não a posteriori, porque o que ele disse taxativamente foi que: “não tinha sido informado nem tinha que o ser”! Para poder invocar essa subtileza, teria que o ter dito na altura: “não fui informado à priori, só à posteriori”, ora, ele não o disse, pretendeu passar entre os pingos da chuva… o mais provável é que se venha a descobrir que partiu dele a sugestão de informar e pôr o SIS a actuar, - como se o SIS estivesse ao serviço do Governo PS! – isso daria cobertura e aumentaria a gravidade e o dramatismo da situação e justificaria a demissão ao telefone do adjunto, Frederico Pinheiro, e toda a actuação de João Galamba. João Galamba e António Costa estão bem um para o outro, a verdade é que serviram com admiração, sem reservas e sem estados de alma o seu master: José Sócrates!
Portanto,
já percebemos, fazendo tábua rasa e omitindo a argumentação de Marcelo: “não
pode haver eleições todos os anos; não faz sentido falar em dissolução, há uma
guerra, uma crise económica e financeira e um PRR para executar”… os socialistas vão atacar Marcelo forte e feio
– vitimizando-se, aliás, já o estão a fazer, de facto ao brandir
sistematicamente e só a ameaça da dissolução que, como vimos, não aconteceu nos
termos em que a invocam – desde já e quando ele finalmente dissolver a A.R., –
situação muito provável de ocorrer dado o estado calamitoso deste Governo e do
País – esquecendo-se que eles próprios, por meio de Mário Soares no tempo de Cavaco
Silva – que dispunha de uma maioria absoluta e sólida – o fizeram
sistematicamente durante anos, culminando naquele miserável e desavergonhado
congresso: “Portugal, que futuro?”, em 1994.
Imaginem que Marcelo se lembrava de fazer um congresso com o sugestivo nome:
Cá se fazem…
O Aníbal Cavaco Silva deu uma ajuda ao Marcelo. A tareia que o ACS deu ao AC e seu governo, vai alterar a percepção que as pessoas têm deste governo. A próxima semana deve ser decisiva.
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