PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCCL 19/03/2023
SE O PCP FOSSE GOVERNO DE PORTUGAL…
No campo
político:
• Nomeariam
magistrados da sua confiança para todos os órgãos judiciais constitutivos desse
poder: P.G.R., Ministério Público; Tribunais; Tribunais da Relação; Supremo;
Conselho da Magistratura; D.C.I.A.P., Procuradores da República, etc., etc.,
importantíssimos pilares do Estado de Direito. Os magistrados da sua confiança
fariam paulatinamente o seu trabalho de corrosão do poder judicial, logo, do
Estado de Direito – com esta manobra o poder judicial sairia seriamente
prejudicado e abalado na sua autonomia, independência e função.
• Como para
chegar ao poder tinham que se ter coligado, os partidos do frentismo seriam
engolidos à primeira manifestação de divergência, de independência (que,
provavelmente, nunca existiria…) ou de contestação ao P.C.P. – mais um poder do
Estado de Direito que controlariam completamente – duma penada, os 3 poderes
que caracterizam o Estado de Direito estariam descaracterizados e em cacos!
• Alegando que
precisavam de defender o Estado e os trabalhadores dos múltiplos ataques de que
estavam a ser alvo, não tardaria muito, criariam uma polícia política, como
aliás fizeram em todo o lado!
• “Last but
not least”, retirariam o país da Nato; da União Europeia e do Euro.
Exactamente, eles sempre estiveram contra estas instituições e contra o Euro!
•
Infernizariam a vida dos canais privados, estes, privados de publicidade,
acabariam por fechar ou ficar reduzidos a pequenos órgãos de oposição
consentida, sem expressão, para dar um simulacro de liberdade.
• Nos jornais,
fariam como fizeram há 39 anos quando puseram o Saramago à frente do Diário de
Notícias, que se encarregou dos saneamentos da praxe de todos os que não eram
comunistas; fariam o mesmo com o “C.M.”, com o “Público” e os outros, (no
“J.N.” não é preciso, já lá têm os “primos” instalados…) como fizeram com o
“República” há 39 anos – pura e simplesmente, ocuparam-no!
• E como os
intelectuais do P.C.P. são muito criativos, arranjariam outras formas ardilosas
de reduzir a imprensa livre a uma caixa de ressonância do P.C.P., com o apoio
dos numerosos “compagnons de route” que não faltariam na circunstância, já
agora são imensos e estão em todo o lado mesmo sem haver poder… imagina só a
diferença que constituiria ser poder, poder distribuir prebendas e as sinecuras
aos amigos e, de novo, aos “compagnons de route”…
• Aumentariam
demencialmente o I.R.C., o que levaria as multinacionais a abandonar o país tão
rapidamente quanto lhes fosse possível.
• E o I.R.S.
também não escaparia, afinal de contas uma classe média autónoma, com poder de
compra e reivindicativa, é a última coisa que os comunistas querem.
• Aumentariam
o horário de trabalho, pois claro! E isto se não se lembrassem de criar também
as jornadas de trabalho “voluntário” ao Domingo, em prol da Nação, seguindo a
mesma lógica, como fizeram na U.R.S.S. e mesmo em Portugal no verão quente!
• Quanto aos
Sindicatos – não precisavam de fazer nada, já fizeram todo o trabalho
necessário!
• Nas
Universidades públicas não precisavam de fazer nada, já fizeram todo o
trabalho!
• Nas
Agremiações culturais não precisavam de fazer nada, já fizeram todo o trabalho!
• Nas
Instituições culturais não precisavam de fazer nada, já fizeram todo o
trabalho!
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