PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCCXXXVIII 17/01/2023
“Pedro Nuno Santos, demitiu-se na semana passada para “assumir responsabilidade política” pelo caso da indemnização milionária paga pela TAP à ex-secretária de Estado do Tesouro Alexandra Reis.” Joana Pereira Bastos, Jornal “Expresso”, 04/01/2022.
Esta esquerda portuguesa é muito pouco exigente, sobretudo a ala
esquerda do PS, e demasiado emotiva… é normal, toda a esquerda funciona
essencialmente a puxar ao “rodriguinho”, quer dizer, à emoção! Sem emoção e
dramatização, as ideias da esquerda passam com muito mais dificuldade…
Como é que Pedro Nuno Santos pode ser indiciado como futuro líder
do PS e substituto de António Costa?
Pedro Nuno Santos deixa um rasto de irrealismo e incompetência
tais que, em qualquer democracia estabilizada e exigente, o homem já estaria há
muito no caixote do lixo da História – sem perdão nem remissão – tal a
quantidade de “boutades” e de erros básicos que cometeu.
Mas para além dos erros, e aproveito para citar dois
dos mais graves: a célebre afirmação de que “não pagamos a dívida”, e ainda a
de que “o PS nunca mais precisará da direita para governar” – quando o PSD foi o partido que mais vezes votou ao lado
do PS durante os seis anos da geringonça – quando sem o apoio
da direita em votações fundamentais, a Geringonça teria acabado muito mais
cedo.
A resposta é simples: ZERO, o homem não deixa rigorosamente nada,
é um vazio completo! Tudo não passa de projectos e de intenções que nem sequer
sabemos se algum dia verão a luz do dia; do caminho de ferro à habitação, e a
acabar no caos completo na TAP de que é um dos artífices principais e que,
justamente por esse motivo, levou à sua queda e demissão por manifesta incompetência
na gestão do dossier. Atrasada, diga-se, o homem devia ter sido demitido aquando
da narrativa do local do novo aeroporto de Lisboa, tivesse António Costa tido
coragem para tal.
Há, no entanto, algo que pode averbar no seu curriculum a seu
favor, negociou e ajudou a manter a Geringonça, só que, esse facto não é de
maneira alguma positivo, antes pelo contrário, a Geringonça foi o maior travão
às reformas de que este País precisa como de pão para a boca!
As consequências, entre outras, são a estagnação económica e o
facto de sermos permanentemente ultrapassados pelos Países do nosso “campeonato”,
sobretudo os do Leste europeu, a Roménia – juntamente com a Albânia, os países
mais miseráveis, mais devastados, verdadeiramente exangues por décadas de
comunismo – será a próxima!
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