PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCCXXXVI 6/01/2022
DEMISSÃO
OU DEMISSÕES POR LEVAR A CABO…
“É que o ministro das Finanças convidou Alexandra Reis para
secretária de Estado do Tesouro, função que implicava ter a tutela das empresas
públicas, como a TAP. Ora, no mínimo, não tratou de saber em que condições saiu
a gestora da administração da TAP, e isso é uma falha politicamente grave”.
António Costa, Director do jornal “ECO”, 29/12/2022.
Das coisas que mais me indispõem na minha qualidade de cidadão
indiferenciado mas atento à governação da res publica, é que façam de
mim néscio, totó, bacoco, pateta! E este caso e o que se passou no Ministério
das Finanças é exemplar.
Alguém acredita que um Ministro que tem uma pasta exigentíssima,
convide para seu Secretário de Estado do Tesouro, alguém que não foi
escrutinado, que não foi avaliado, cuja performance não foi medida até aos
ínfimos pormenores? Eu não acredito – e deixo de lado as relações pessoais
entre a mulher de Medina, responsável pelos serviços jurídicos na TAP – porque
manda o bom senso que essa avaliação seja feita. Acresce que o jornal
“Expresso”, em Maio de 2022 – que os políticos e a élite portuguesa são
supostos ler – informava da saída de Alexandra Reis da TAP e da indemnização
milionária que teria recebido! Leram bem, em Maio de 2022.
É fácil assim, constatar que Medina tinha que saber que
Alexandra Reis tinha saído da Tap e as razões pelas quais saiu, e tendo sido
assim, há-de ter indagado porque motivo foi convidada para a NAV e, por maioria
de razão, por que motivo a convidou para sair da Presidência da NAV para
tutelar a sua Secretaria de Estado?
Nestas coisas não há inocentes, se não cuidou de saber nada
deste curriculum vitae e do percurso da senhora, é completamente
incompetente e não deve continuar a gerir esta pasta. Se cuidou de saber e
agora está a mentir, também não poderá permanecer porque é verdadeiramente
insuportável que em democracia e num Estado de Direto, antítese da República
das Bananas, um Ministro use a mentira descaradamente e em proveito próprio.
Fernando Medina vai ter obrigatoriamente que se demitir, (e a
sua equipa) caso contrário tornar-se-á no Eduardo Cabrita do terceiro Governo
de António Costa, ou seja, um ministro super fragilizado e a prazo. Aliás,
Medina averba já no seu C.V. uma nódoa impossível de “limpar”, as listas de
manifestantes anti-Rússia de Putin, pelos seus serviços enviadas para a
Embaixada Russa. Também nessa altura alegou que não sabia de nada, como se um
Governante no topo da pirâmide não fosse sempre responsável por tudo o que se
passa nos seus “domínios” e do primeiro ao último socalco da mesma…
Estamos portanto perante uma maioria autofágica e perante um
Governo a desmoronar-se, se Medina sair,
fica a faltar o Chefe da Orquestra – e perante esta instabilidade permanente e
instalada, Marcelo não poderá invocar que mantém o Governo para preservar a
mesma – António Costa, himself, por ser o responsável último por toda esta
manifestação absoluta de incompetência para o cargo, e por, assistir a tudo e participar
em tudo sibilinamente e com o seu aval, só faltar alegar que a culpa é do
Passos!
Em desespero absoluto, já faltou mais…
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