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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCCXXXIV                                                            22/12/2023

ANTÓNIO COSTA – UM POLÍTICO CHEIO DE “SENSIBILIDADE(S)” E DE “FINESSE(S)”…

“A diferença entre os seres humanos e os animais é que os animais nunca aceitariam ser liderados pelo maior idiota do grupo”. Winston Churchill.

É absolutamente inacreditável a linguagem utilizada por António Costa na última entrevista que deu à revista “Visão”, já nem falo na pose estudada ao estilo de Louis XIV: “L´État, c’est moi”…

Nenhum democrata se pode sentir confortável com este estilo trauliteiro e que denota uma total falta de respeito pelos legítimos – vivemos em democracia – adversários políticos, a democracia pressupõe consideração pelos seus actores, pelos seus intervenientes, que amanhã serão Governo.

E um estilo caceteiro que só poderia gerar críticas veladas ou completamente abertas, mesmo no seu próprio partido, como gerou, vejamos alguns exemplos:

Ana Gomes, na SIC-Notícias, avaliou também a fotografia que fez capa da Visão: "A fotografia na capa da Visão é assim uma postura… não diria de Marquês de Pombal, mas Marquês de Pimbal, porque reformas zero", asserção violenta de quem é proeminente quadro do Partido Socialista. A alusão a algo “pimba” é por demais evidente e rotular algo imanente de um P.M. como pimba, é corajoso, esclarecedor e contundente. Finaliza dizendo que as declarações de António Costa dão "a sensação que o primeiro-ministro se acha já grande demais neste país".

À afirmação de Alexandra Leitão, ex-Ministra da Administração Pública no anterior Governo de António Costa e actual deputada, que assumiu publicamente também na televisão, que a entrevista de António Costa lhe causou algum desconforto.

·        Pior ainda foi a reação do seu grande amigo, ex-Ministro também, Siza Vieira, ao dizer: "É uma entrevista de alguém que está completamente instalado, muito confortável na sua posição, híper confiante, e é aí que alguma coisa dá uma sensação de desconforto a quem lê". Como se não chegasse, ainda afirma: “é uma maneira de falar que me sugere aquela expressão grega húbris. Aquela tentação, aquele sentimento de quem que se sentia infalível e que punha em causa os deuses".

Tudo isto corrói a imagem que construíram – sobretudo a boa imprensa que sempre congregou e que não se percebe muito bem porquê… – de António Costa, ora, não há absolutamente nada no trajecto político de António Costa que faça jus a esta aura de político muito capaz e imensamente hábil. Na verdade, António Costa não passa de um político medíocre – a sua prestação no Ministério do Interior no primeiro Governo de Sócrates, foi lamentável, um verdadeiro desastre, com o fim dos guardas-florestais, a compra ruinosa dos Kamov e a adjudicação do ineficaz Siresp, como se comprovou nos fogos de 2017 – como os factos da sua gestão, por onde quer que tenha passado, falam por si.

Não obstante, Costa teve várias coisas a seu favor desde que é Primeiro-Ministro, herdo o País a recuperar fortemente da ignóbil bancarrota de 2011, a inversão da situção económica mundial a seguir à crise económico-financeira de 2008, a baixa dos juros ao ponto de ficarem negativos, a compra permanente da dívida pelo BCE, a compreensão e apoio sem reservas do Presidente da República ao seu Governo – no que constituiu um exemplo perfeito de traição ao seu eleitorado, pelo menos, nas primeiras eleições em que foi eleito essencialmente pelo centro-direita – que nem sequer era da sua área política, enfim, todo um estado de graça que está a chegar ao fim com a inversão da situação a nível mundial: guerra da Ucrânia, inflação altíssima e energia a preços proibitivos.

É verdade que António Costa enfrentou uma pandemia gravíssima, mas isso permitiu-lhe não ter que prestar contas a Bruxelas, tampouco ter que respeitar o Tratado de Maastricht e as suas cláusulas mais duras que foram suspensas sine die, mormente o controle do défice e a baixa da dívida pública, que agora é um problema gravíssimo e que não pára de aumentar em stock.

António Costa tem liderado Governos que são verdadeiros desconchavo nacionais, com casos semanais que justamente o atestam. A sua boa estrela parece ter-se exaurido, veremos daqui para a frente, com as dificuldades que só se entreveem, sobretudo a subida galopante dos juros e as consequências desastrosas para a gestão da dívida pública: pagamento de juros e amortizações, como se comportará.

Pessoalmente não me habituo, nunca me habituarei, nem quero…

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