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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCCXXIV                                                              06/10/2022

“Em primeiro lugar, concluiu [António Costa] que, depois de derrotado nas eleições, podia ser primeiro-ministro com o apoio da extrema-esquerda, isto é, dos principais inimigos da economia de mercado e da democracia liberal”. Rui Ramos, Jornal “Observador”, 09/09/2022.

Costa inventou a desculpa mais inverosímil de todas para justificar a sua aliança – que por ter sido feita à revelia do conhecimento dos eleitores, se pode e deve classificar como espúria, embora perfeitamente legal e constitucional – com a extrema-esquerda:

“Caiu o Muro de Berlin!”

Costa pretendia com esta afirmação dizer que não havia nenhuma justificação para o PCP e o BE não fazerem parte de uma solução governativa. Se Costa não tivesse andado toda a vida na política, poder-se-ia dizer que era um naïf… mas andou, Costa usou os seus parceiros da coligação para unicamente chegar ao poder, apesar de ter perdido as eleições, conforme se confirmou poucos anos depois com o desmembramento da Geringonça e o PS a ganhar uma maioria absoluta completamente inesperada, “estoirando” eleitoralmente os seus “compagnons de route” e amigos de ontem.

Como pode um político e um partido, supostamente responsáveis, acreditar que se podia governar com os principais inimigos, como muito bem realça Rui Ramos, da economia de mercado e da democracia liberal? Não pode e estes anos da Geringonça foram anos perdidos, anos de cativações sistemáticas para disfarçar a austeridade, anos de uma diminuição brutal do investimento público – que nem nos piores anos da Troika aconteceu – anos de um aumento brutal da dívida pública e da maior carga fiscal de sempre! Concomitantemente, assistimos ao caos na saúde e no ensino e ao bloqueio de qualquer reforma por parte dos partidos de extrema-esquerda, por algum motivo quase todos os ex-países comunistas do Leste europeu nos ultrapassaram economicamente.

Foi isto que António Costa conseguiu – para não falar na mentira usada sistematicamente na governação e a demagogia utilizada sem freio – a que acresce um nepotismo desenfreado, uma corrupção tentacular, e no desconchavo permanente da sua governação com casos sistemáticos de descoordenação do Primeiro-Ministro, quando não de falta de autoridade, como no caso do aeroporto de Lisboa, por parte do seu Ministro das Infraestruturas. Estes casos, de periocidade quase que semanal, pautam os seus Governos e classificam-no.

António Costa não passa de um político super oportunista, populista e, para cúmulo, de um incompetente, e isso é cada vez mais visível, felizmente!

 

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