PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCCXXIII 29/09/2022
ANTÓNIO COSTA – O GENUÍNO PAI DA AUSTERIDADE…
“Aos poucos, a
realidade económica vai mostrando aos portugueses que António Costa é um
charlatão. E que o PS adora manter uma conhecida tradição socialista. Lembra-se
de Sócrates? Com ele o mundo mudou em 15 dias, da abundância para a
austeridade. Com António Costa, pelos vistos, também”. Camilo Lourenço, Jornal
“Negócios”, 20/09/2022.
Este parágrafo além
de extremamente preciso é absolutamente letal, sobretudo para quem tenha
assistido à performance do PS nas últimas décadas, particularmente, desde os
Governos de Sócrates e que está assim em condições de o poder confirmar.
Com efeito, Sócrates
teve uma actuação absolutamente desastrosa – independentemente das razões
porque o fez e parece que houve várias, veremos se o tribunal as consegue
provar… – na gestão da res publica, com défices demenciais e ignorando
sempre a realidade. O seu grande argumento foi o de que a Europa mandou gastar
para contrariar a recessão, omitindo sempre que a Europa mandou gastar quem, de
facto, pudesse gastar, ou seja, os Países frugais e com défices, dívidas e contas
em ordem; Alemanha, Áustria, Holanda, Finlândia, etc.
O resultado é
conhecido, os défices demenciais em 2009 e em 2010, levaram-nos à antecâmara da
bancarrota em 2011, quando os mercados nos fecharam o crédito porque acharam
que não conseguiríamos pagar a dívida pública e a lógica na banca e nos
mercados é implacável: não se empresta a caloteiros!
Agora temos a
narrativa de Costa que chegou ao poder, de uma forma ínvia e perversa, embora
legal e constitucional mas que repudia qualquer democrata digno desse nome,
coisa que ele não é – em 2015, e alegando que a austeridade era uma perversão
da direita completamente injustificada e que ele poria fim a esse estado de
coisas. Como se a direita fosse perversa, suicida e não se propusesse ganhar
eleições e governar em democracia…
Pois bem, estamos no
limiar de uma recessão gravíssima, no meio de uma guerra na Europa, e a braços
com uma inflação altíssima como já ninguém se lembrava. E os efeitos não se
fazem esperar, a austeridade está à porta e vai entrar de rompante com Costa e
pela sua mão e acção.
António Costa começou
por não compensar, a nível nenhum; dos salários às rendas, dos escalões de IRC,
ao Iva na electricidade e nos combustíveis, os efeitos da inflação no ano
corrente, que nunca será inferior a 7 - 7,4%. Um bom exemplo deste facto são os
aumentos de salários na função pública que foram de 0,9%, logo, a queda de
rendimentos nunca será inferior a 6%, e esta constitui uma verdadeira medida típica
de austeridade, cortar salários na função pública. Como se não bastasse, vai
cortar pensões forte e feio em breve e para sempre, das medidas mais austeras
que o seu Governo se propõe levar a cabo. E em 2023 não vai ser muito
diferente, a inflação será na casa dos 5,3% e Costa fala em aumentos de 2%,
mesmo que este número seja a base de partida negocial, para a função pública,
lá se vai a “coutada eleitoral” por água abaixo! Querem melhores exemplos de
austeridade do que estes? E ainda, parece, ninguém fez contas à soma da
inflação de 2022, ca. de 7,4%, mais a de 2023, previsão de 5,5, e ainda a de
2024, previsão de 2,3%, ou seja, no total ca. de 15,2%, alguém acredita que
este número seja minimamente compensado? Costa está em vias de se tornar o
verdadeiro Pai da Austeridade já que Passos Coelho foi mais por procuração
visto que teve que a pôr em prática devido ao Memorando de Entendimento
assinado por Sócrates com a Troika! E é muito bem feito, ele é um dos
principais responsáveis por este estado de coisas!
Costa será a nova
cara da austeridade, quer ele queira quer não e é, de facto, um político que
não se pode nunca levar a sério, nem a brincar…
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