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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCCXXII                                                       22/09/2022                                              

“[..] o PS quebrou o tabu que sustentava o seu poder eleitoral. É evidente que Costa está a ser forçado a reconhecer que a lei da segurança social tem de ser revista. É aliás evidente que Costa está neste momento a aplicar austeridade aos pensionistas”. Henrique Raposo, jornal “Expresso”, 13/09/2022.

O PS, mais tarde ou mais cedo, teria que provar do seu próprio veneno… ironia do destino ou o que acontece invariavelmente a quem age de má fé e usa a mentira como base de argumentação, e é isso o que está a acontecer neste momento com o corte brutal – com chamar a um corte de 50% –  para já, sobre a base de incidência para o cálculo das pensões no futuro? – sobre as pensões a partir de 2024.

Sim, para a maioria dos pensionistas que auferem pensões baixíssimas – algumas de verdadeira indigência – o corte será de 4,43% de base! Numa pensão de até 886€, este montante significa 39,24€ ad eternum

É grave, é gravíssimo por vários motivos, em primeiro lugar, porque a lei é do próprio PS e é de 2007, gizada por Vieira da Silva, depois, o principal problema é que muito possívelmente não há outra solução para garantir a sustentabilidade da Segurança Social, caso contrário, o sistema colapsará, contrariamente ao que afirmou, cheio de fanfarronice Vieira da Silva em 2007 –  durou 15 anos e já a Troika e não o Governo PSD/CDS, queria cortar 600M€, convém lembrar! – que a sustentabilidade estava garantida para as próximas décadas.

E sendo assim, o problema está em que António Costa não pode admitir que tem que cortar as pensões de reforma, e não pode admitir porque desde 2015 que Costa surgiu com o discurso contrário – os cortes eram desnecessários e constituíam uma perversão do Governo de Passos Coelho – do fim da austeridade e encabeçou o combate ao corte de pensões decretado pela Troika, no momento em que o PS lançou o País numa asquerosa bancarrota.

Esta é a primeira vez que o Costa e o PS alienam irrevogavelmente o apoio que recebem das suas “coutadas” eleitorais; quer na Função Pública, quer nos pensionistas e levam Costa a ficar encurralado nas suas contradições…

É muito bem feito, talvez agora o povo português consiga compreender o grau de demagogia de um político da “dimensão” de Costa…

 

 

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