PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCCXVIII
26/08/2022
OS GOVERNOS DE ANTÓNIO COSTA
SÃO SEMPRE UM REMATADO DESCONCHAVO, UMA LÁSTIMA…
“O Primeiro-Ministro e o
seu Governo são uma ficção […]". Carlos Marques de Almeida, Professor
Universitário, Jornal “ECO”, 21/08/2022
«É preciso dizer a verdade apenas a quem está disposto a ouvi-la». Séneca.
António Costa sempre beneficiou de uma aura muito grande – o PS é mestre em
marketing político, ao ponto de ter levado o País a um estado de pré-bancarrorta
em 2011, de ter chamado a Troika, assinado um Memorando miserável, e ter
conseguido transferir o ónus desse conjunto de desgraças para o Governo
seguinte que tinha a obrigação institucional de cumprir os acordos negociados
pelo seu Governo, o de José Sócrates, que o antecedera, notável! – mas
completamente injustificada.
Algumas facetas da carreira política de António Costa que ilustram bem a
sua mediocridade, por mais loas que lhe teçam alguns comentadores, com José
Miguel Júdice à cabeça:
Durante o seu consulado na Câmara de Lisboa, teve a sorte de a Câmara ser
indemnizada com centenas de milhões de euros – concretamente, 286 milhões de
Euros – da venda dos terrenos do Aeroporto da Portela, o que lhe permitiu fazer
algumas flores, nada de substancial para tanta liquidez.
Quando foi Ministro da Administração Interna, deixou uma lista extensa de
erros monumentais:
·
Acabou com os Guardas-florestais.
· Comprou o SIRESP que se revelou uma desgraça no
terreno em situação de incendios, mormente nos fogos de 2017, e ainda hoje
falha.
· Comprou os Kamov contra a opinião dos especialistas
que sugeriam os Canadair (que finalmente o Governo português presidido pelo
mesmo António Costa, encomendou agora) por serem os mais adequados e eficazes.
Como Primeiro-Ministro o rol de desgraças – por sua culpa e incapacidade de
gerir um Governo – dos seus ministros é extenso, eis algumas notáveis:
· Os fogos de 2017 foram um exemplo de caos absoluto no
terreno e nas chefias, o trágico resultado é conhecido.
· No seu Governo anterior, o seu Ministro da
Administração Interna, Eduardo Cabrita, congregou erros atrás de erros que
fizeram dele uma figura do anedotário nacional, sendo que a mais grave foi a
morte do Ucraniano Ihor
Homenyuk às mãos da SEF que dependia dele hierárquica e
institucionalmente.
· A Ministra Marta Temido, há mais de 4 anos que ocupa o
cargo onde dá mostras reiteradamente da sua irremissível incompetência,
teimoso, Costa mantêm-na no lugar e o caos no SNS avoluma-se a um ponto que
pode levar à sua total, permanente e irrecuperável desagregação.
· O Ministro Pedro Nuno Santos, em autogestão, e a sua
decisão e anúncio unilateral do novo aeroporto de Lisboa, sendo desautorizado
publicamente por Costa, mostrou à saciedade que Costa não domina este
pretendente ao seu lugar e deu um tristíssimo espectáculo ao País com despachos
e contra-despachos, sem que tenha havido lugar a uma demissão apresentada pelo
Ministro – que salvaria a sua honra e a dignidade pessoais – ou imposta pelo
Primeiro-Ministro, que reforçaria a sua autoridade e imagem. Foi ao nível do
terceiro mundo.
· No Ministério das Finanças, de Fernando Medina,
assistimos a esta cena indecorosa do Primeiro-Ministro referir que a gestão do
caso Sérgio Figueiredo era da competência do Ministro e que não teve
conhecimento prévio, o que levou Medina a fazer um comunicado em que afirma que
o P.M. estava ao corrente. Inacreditável e ao ponto a que chega a fuga à
responsabilidades por parte de Costa.
· A Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes,
protagonizou dois casos exemplares: no primeiro, afirmou que a CAP aconselhou
os agricultores a não votar PS, então, insinuou que a CAP merece “castigo”,
mormente em subsídios para os seus associados… no segundo, anunciou quinhentos
mil euros de apoios aos agricultores por causa da seca. Leram bem, quinhentos
mil euros!
·
Inacreditável mesmo é a afirmação de Patrícia Gouveia,
Secretária de Estado da Administração Interna quando disse: “[..] se
considerarmos aquilo que é a severidade meteorológica, os dados, os algoritmos
e as contas feitas dizem que a área ardida que deveríamos ter deveria ser 30%
superior, ou seja, ardeu 70% do que era suposto arder”! Qualquer
Primeiro-Ministro digno desse nome perante a desgraça do incêndio no Parque
Natural da Serra da Estrela, demitiria a personagem autora desta enormidade, no
minuto seguinte!
O que estes casos, quase todos recentes mas entre muitos outros, mostram eloquentemente
como António Costa é mau políticamente – é desculpado por tudo e por todos com
o Presidente da República à cabeça e sempre a segurar e a apoiar o(s) seu(s)
Governo(s) – é incapaz e não tem qualidade para ser líder do PS, muito menos serve
para Primeiro-Ministro. António Costa é um florentino, um manobrador nos
bastidores e um “chico-esperto”, não mais do que isso. Acresce que,
históricamente, vai carregar o ónus de ter trazido os partidos totalitários
para a área do poder: PCP e BE., um erro, literalmente, de lesa-pátria.
Os seus Governos e as nomeações da “entourage” que leva a cabo para a
Administração Pública e qualquer outro lugar em que o Governo possa intervir ou
decidir, são uma vergonha nacional e exemplo de nepotismo nunca até hoje visto…
As pessoas não votaram numa maioria absoluta em virtude da(s) qualidade(s)
de António Costa que não existem – votaram na ausência de uma oposição credível
encabeçada por Rui Rio – votaram no mal menor, e, como sempre acontece na
política, nas suas convicções pessoais e sonhos de que António Costa poderia
melhorar as suas vidas… erro fatal.
António Costa, não obrigado!
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