PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCCXII 21/07/2022
“Nos últimos meses, várias sedes do Partido Comunista foram alvo de pichagens”, jornal “Expresso-Diário”, 02/06/2022.
Isto soa ao pior período do PREC quando as sedes do PCP, sobretudo no Norte
do País, eram assaltadas e saqueadas e parece-me que é a coisa mais estúpida de
se fazer neste momento ou em qualquer momento. A democracia vence e impõe-se
pelos seus méritos, não pelas fraquezas dos outros.
Não que simpatize com a causa – de forma alguma – acho o comunismo uma
doutrina filosófico-política, neste momento, se é que não o foi sempre!
completamente desfasada da realidade e que falhou rotundamente onde quer que
tenha sido experimentada e onde quer que tenha exercitado o poder. Deixou,
invariavelmente, um rasto de destruição, de miséria e de sofrimento e muito
pouco no activo a seu favor. Basta confrontar o seu legado em Cuba; Coreia do
Norte e mais recentemente na Venezuela, para chegar à conclusão de que o seu
“acquis” roça o zero absoluto a um custo desproporcionado, brutal!
Um dos problemas com o comunismo é o seu sectarismo, a que se deve juntar a
sua distorção completa da realidade em que, o mais recente exemplo, os faz
confundir o agressor com o agredido, como na invasão Russa da Ucrânia, ou o
fautor com a vítima, e quando assim é, não há
oftalmologista nem remédio que lhes valha…
O comunismo falhou e está em refluxo um pouco por todo o lado e os seus
últimos defensores encontraram uma novíssima desculpa para o seu falhanço
universal e “cósmico”, alegam que nunca existiu!
Nunca existiu? É o argumento mais falacioso, débil e mais patético que ouvi
até hoje, é mesmo o reconhecimento – embora o objectivo seja exactamente o
contrário – do seu rotundo fracasso sem perdão nem remissão, como se as mesmas
causas – a mesma teoria e ideologia políticas: o Marxismo – não provocasse
invariavelmente, os mesmos resultados! Ou seja, o resultado do Marxismo é
péssimo, então continua a defender-se Marx e o Marxismo, mãos não o resultado
da implementação da sua ideologia… rebuscado e surreal!
E sendo assim, muito filosóficamente, há que o deixar “morrer” tranquilamente!
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