PENSAMENTO(S) SIMPES DO DIA – MDCCXI
DESDITAS AÉREAS DE UM
CONTRIBUINTE LÍQUIDO…
Num Domingo, dia 29 de Maio, voei
de Casablanca para Lisboa, o meu vôo Tap – toda a viagem, aliás – foi uma
experiência para esquecer a vários títulos: antes mesmo deste vôo, o vôo que me
levaria para Casablanca, foi cancelado cerca de 3 semanas antes da data
prevista, sem justificação alguma nem protecção adequada no mesmo dia. A
solução foi obrigar-me a arranjar eu mesmo, uma protecção no vôo da Royal Air
Maroc, no dia em que queria chegar a Casablanca, o que me custou uns adicionais
130€. Eu tinha compromissos e uma recepção nesse dia a que não poderia faltar,
o que para a Tap é igual a nada, a protecção que me propunha era no dia
seguinte, às 07h00. E a minha recepção na véspera? A Tap não quer saber dos
compromissos dos seus clientes, nem dos nacionais nem dos estrangeiros mas os
nacionais vão lá meter cerca de 3,5 mil milhões de euros dos seus impostos, e
os estrangeiros não têm nada a ver com isso, naturalmente!
No regresso, e depois de um atraso
de mais de 4 horas em Casablanca à espera do vôo da Tap – vôo, para cúmulo, operado pela
Bulgaria Air e pelos seus pilotos… – presenciei uma total desconexão na
informação, um serviço a bordo praticamente inexistente e ainda as sequelas de
tudo isto na conexão do vôo da Tap de Lisboa para o Porto, também e
inevitavelmente, muito atrasado, mal tinha começado a jantar, jantar que paguei
e deixei a meio, chamam-me para uma espécie de “gate”, um corredor com uma
saída por escada que dava aceso aos autocarros, onde fiquei a secar mais de
meia hora numa fila interminável sem ter podido jantar! Como se não bastasse,
deixaram-nos num autocarro apinhado, mais ca. de 20 minutos a “secar”, antes do
embarque… havia passageiros com bebés ao colo e desconforto total. É este o HUB
exemplar que nos querem impingir, a que estamos sujeitos e pelo qual sacrificam
tudo?
Tudo isto denota um desrespeito
fundamental pelos passageiros e os seus direitos básicos… e no nosso caso, de
passageiros nacionais, pelo nosso dinheiro, ou pelo dinheiro dos nossos impostos,
o que vem a dar no mesmo…
Mas o mais impressionante foi
saber que os funcionários do SEF tinham provocado um congestionamento de várias
horas nesse mesmo dia, nos serviços ao seu cuidado. A explicação foi a de que
fizeram um plenário que demorou 5 horas!
Um plenário? Custa a crer que
isto seja verdade! Como é possível deixar milhares de pessoas a “secar” por um
problema estritamente interno com o qual a maioria dos cidadãos não tem nada a
ver! Sobretudo os estrangeiros que vêm aqui em turismo ou em negócios – deixar
as suas divisas e contribuir fortemente para o incremento do PIB nacional – e
apanham com uma situação destas! E este Governo, eleito pela maioria dos
portugueses, o que fez na circunstância? Nada, que eu saiba, nada!
Esta é a última sequela de um
Ministro da Administração Interna – Eduardo Cabrita – que nunca o deveria ter
sido, que foi aguentado no cargo até ao limite e que numa tentativa vã de
disfarçar as asneiras sistemáticas que
cometeu durante o tempo em que exerceu o cargo – lembram-se da mais grave, da morte
por espancamento de Ihor Homenyuk, cidadão ucraniano num serviço, o SEF, que
dependia hierarquicamente dele? – com a conivência, cumplicidade e cobertura
política ad nauseam do seu chefe, António Costa – não encontrou nenhuma
solução melhor do que extinguir o SEF!
Até Kafka deve ter sentido ciúmes
de um enredo de tal forma irresistivelmente absurdo…
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