PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCCVI
“Um milhar de pessoas desceu hoje a Avenida da Liberdade, em Lisboa, para
condenar a guerra e apelar à paz no mundo, nomeadamente na Ucrânia, uma ação que
contou com o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa”. Sapo,
26/06/2022
Este pacifismo de última hora do PCP soa completamente a falso… em primeiro
lugar, nunca se viu nada deste género em relação às acções belicistas da
ex-União Soviética! Jamais o PCP veio para a rua protestar contra a invasão da
Hungria, em 1956, ou da Checoslováquia, em 1968, ou ainda do Afeganistão, em
1979. Nada. Nunca, em tempo algum!
Depois, o que o PCP devia fazer para as suas acções ganharem um mínimo de
credibilidade, era uma manifestação à porta da embaixada Russa onde
denunciaria veementemente a invasão da Ucrânia pela U.R.S.S., perdão, pela
Rússia!
Finalmente, como se pode apelar à paz multilateralmente, ignorando que há
um agressor que se parar a agressão, acaba a guerra!
Pôr a Rússia, o agressor que está a arrasar um país independente e soberano
e a fazer tábua rasa do Direito Internacional, em pé de igualdade com o
agredido, a Ucrânia destruída pela acção do agressor, é para tansos, para
idiotas ou para atrasados mentais!
Finalmente, esta acção do PCP e “compagnons de route”, tem ainda um efeito
perverso, implicitamente apela a que a Ucrânia não se defenda, a que cruze os
braços, a que permita a agressão e espera que no Kremlin eles ouçam os apelos à
paz do PCP e reconheçam que não devem agredir a Ucrânia…
Estão a rir-se, eu estou?
Como é que ainda há cerca de mil papalvos que possam “engolir” uma patranha
destas?
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