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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCCII

“É claro para todos a profunda divergência que mantemos com a posição que o PCP tem afirmado relativamente a este conflito… mas passar da profunda divergência política para a ilegalização do PCP é algo completamente inconcebível num Estado de Direito democrático, em liberdade, para o qual o PCP deu um contributo importante”, António Costa, Sapo, 4/05/2022.

“Os factos devem provar a bondade das palavras”, Séneca.

É engraçado, António Costa reduz a sua divergência com o PCP à questão da invasão da Ucrânia, mas sabe perfeitamente que isso é uma rotunda mentira… é que as divergências são de tal monta que ninguém as consegue escamotear, nem mesmo um prestidigitador como Costa, vejamos as principais: à cabeça, a democracia – só a importância deste item, devia ter sido condição suficiente para rejeitar a aliança com o PCP – depois a Europa, a Nato, o Euro, a liberdade e a economia de mercado, já chega?

António Costa até acabou por ter tido muita sorte durante os 6 anos que durou a Geringonça que não teve que ser posto à prova com uma guerra como a da Ucrânia, caso contrário, teria implodido de imediato, bastavam as posições absolutamente demenciais do PCP sobre este caso gravíssimo de violação do Direito Internacional e da soberania de um País para tornar inviável a coligação.

Ilegalizar o PCP seria a coisa mais estúpida que se poderia fazer – criaria novos mártires e daria sangue novo  a um partido acossado, esgotado e no limiar da sobrevivência! – é óbvio que o PCP de democrático não tem nem o nome, nem a praxis, nem a ideologia e é evidente que só aparentemente os comunistas lutaram pela liberdade – lutaram sózinhos e, por vezes, lado a lado com os democratas, pelo derrube do Estado Novo, o que é bem diferente! – não há quem não saiba que o PCP queria instaurar uma ditadura de pendor comunista em Portugal, o PREC provou-o à saciedade e sem margem para dúvidas, portanto, aceitar a afirmação de Costa de que deram um contributo importante, é mais do que discutível ou se quiseram, opuseram-se ferozmente ao Estado Novo mas não para criar um Estado de Direito!

Não houve nenhum Estado de Direito que tenha sobrevivido nos países onde os comunistas exercitaram o poder! Conhecem algum? António Costa conhecerá algum?

Manifestamente, os factos desdizem as palavras de António Costa quando lançou a Geringonça, sobretudo agora…

 

 

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