PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCC
ANTÓNIO COSTA E AS SUAS ALIANÇAS ESPÚRIAS... 04/05/2022
Sobretudo com o PCP. Pensar que o PS governou e se aliou a um partido de vocação totalitária – como ficou agora visível de forma cristalina e completamente inocultável, como o é o PCP, nu e despido dos enfeites e das roupagens “democráticas” de que faz gáudio permanentemente e com que engana os néscios – durante 6 longos anos, assusta qualquer democrata e chega a dar mesmo calafrios, ou então, a democracia e a liberdade e a sua fruição, não passam de palavras vãs…
É
verdade e António Costa, responsável máximo por esta aliança – é agora inteligível
que se a coisa não tivesse já estourado, seria insustentável politicamente por
causa da Ucrânia, tal o clamor de protestos que geraria – é um político menor,
egoísta, pequenino, interessado na sua sobrevivência e carreiras políticas
unicamente, e sem nenhuma prospectiva, perspectiva e visão de Estado ou, correlativamente,
do interesse nacional.
Se
fizermos uma breve resenha das relações PS – PCP desde 1974, chegamos
facilmente à conclusão de que o PS e o PCP sempre foram políticamente
incompatíveis – apesar de o socialismo, em teoria, ser uma argamassa comum e
tender para os unir… -– em circunstâncias normais e que só os incautos não previram
nem anteviram, quando falamos das relações (im)possíveis entre um partido
democrático e um partido leninista e revolucionário, não é difícil retirar
ilações conclusivas.
Foi
assim durante todo o consulado de Mário Soares, e foi assim no tempo de
Guterres, e até mesmo no de Sócrates – o que deve constituir o único mérito do
seu consulado. Até que chegamos a António Costa e 2015, Costa – que tinha
acabado de perder as eleições apesar do miserável Memorando de Entendimento
gizado e assinado entre o PS e a Troika, com cerca de 32% dos votos contra
cerca de 39% da coligação PSD/CDS – seria, naturalmente substituído por outro
líder, em Portugal, quem perde eleições, “salta”! (vide Rui Rio
recentissimamente…).
Sem
réstia de dignidade, Costa não fez nada disso, aliou-se ao náufrago anunciado,
o PCP e ao cripto-comunista BE, outro partido Marxista; Estalinista Trotskista
e Maoista em refluxo político acelerado, para se manter no poder e não ser
lançado borda fora ou no caixote do lixo da História, lugar fétido e onde tem
lugar cativo e garantido seguramente. Ora aliar-se aos comunistas era um pau de
dois gumes: por um lado, ascendia ao poder, seu único objectivo, por outro,
estava aliado ao partido mais caninamente subserviente de Estaline e de tudo o
que tem a ver com os cacos e as velharias e “glórias” da ex-U.R.S.S., com que
sonha ainda e vive na ilusão de uma certa restauração mesmo que “à la Putin”,
não podendo ser de outra maneira…
Era
um caminho com muitos riscos por o PCP – e o BE também – serem contra a União
Europeia, contra a NATO e contra o Euro, em substância, contra tudo aquilo que
o PS e a grande maioria dos portuguese é a favor e vota em consonância: a liberdade,
a democracia e o progresso económico e social.
Quando
vemos a posição do PCP em relação à invasão russa da Ucrânia e toda a teoria e a
parafernália de argumentos insustentáveis que desenvolve para atacar a Nato, o
Ocidente, a Europa, o Euro e a democracia, vemos com toda a clareza, os riscos
que António Costa correu e nos fez perigar. O País não ganhou praticamente nada
com a Geringonça e qualquer outro Governo teria feito melhor, sendo as 35 horas
na função pública o seu exemplo máximo de medida irracional e demagoga. Tudo em
nome de coisa nenhuma excepto a sua apetência e manutenção no poder, tudo pelo
poder e mais nada do que o poder. Acresce que o PCP tendia para a irrelevância
e ao levá-lo para a área do poder, Costa acelerou o estado deplorável em que se
encontra neste momento – um partido resolutamente acantonado – que está no
limiar de ter que ser ligado à máquina para sobreviver… deve ter sido a única
coisa positiva desta aliança inglória e vã…
Que
vil tristeza…
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