PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCXLVIII
COM AS NOVAS TECNOLOGIAS APANHA-SE MAIS DEPRESSA UM MENTIROSO DO QUE UM COXO…
«Porém, uma análise aos vídeos e imagens de satélite levada a
cabo pelo jornal norte-americano mostra que muitos dos civis foram mortos há
mais de três semanas, durante o controlo russo da cidade. Aliás, imagens de
satélite fornecidas ao jornal "The New York Times" pela Maxar
Technologies expõem que pelo menos 11 dos cadáveres estavam na via pública
desde 11 de março». Jornal “Expresso-Curto”,
05/04/2022.
As semelhanças entre a Rússia actual e o seu exército, e a
U.R.S.S. e o exército vermelho – são por demais evidentes. Os métodos e as
mentiras também, dir-se-ia, é o amplo legado da U.R.S.S.…
Não há nenhuma margem, analisando as imagens da localidade de
Bucha e as respectivas datas em que foram registadas pelos satélites envolvidos
nesta operação, de poder acreditar nas alegações da Rússia de que se trata de
imagens forjadas e de uma provocação! Com efeito, nesta localidade, os corpos
estavam lá, jaziam espalhados pelo solo já no dia 11 de Março – relembro que a
Rússia invadiu a Ucrânia a partir do dia 24 de Fevereiro e a zona de Bucha foi
das primeiras a ser tomada no cerco a Kyiv – e as localidades em questão só
foram recuperadas pelo exército ucraniano em Abril. Logo, em Março, só o
exército russo poderia ter cometido estas atrocidades. E as atrocidades
referem-se a mais de 300 civis vítimas deste massacre.
Há algumas conclusões a retirar deste incidente: em pleno século
XXI e com uma informação mundial quase instantânea e presente no local, bem
como, e sobretudo por meio desta tecnologia que os modernos satélites nos
facultam, é impossível esconder e perpetrar uma massacre deste teor impunemente
– não é também possível culpar terceiros – sem incorrer numa fortíssima
condenação dos diferentes países pelo mundo fora. Acresce que sob o ponto de
vista moral e civilizacional, é absolutamente inaceitável e intolerável que se
recorra a este tipo de punição sobre cidadãos indefesos, tem um nome: é
genocídio e não se extermina um povo “irmão” que se veio libertar – segundo
alegaram os russos – com acções hediondas deste tipo.
Desarma grande parte – excepto os fanáticos e esses há-os para
todos os gostos… – dos que ainda
balbuciam uma qualquer defesa da invasão da Ucrânia pela Rússia, usando as
alegações do costume, sendo a principal e com que justificaram esta guerra: a “Desnazificação”
da Ucrânia. A Rússia está cada vez mais isolada internacionalmente e passará
muito tempo até conseguir reabilitar a sua imagem. E é muito bem feito!
Doravante, a acção da Rússia será por todos classificada como
puro e indisfarçável imperialismo, e os russos não escaparão ao que já ouvi um
ancião ucraniano proclamar cheio de raiva a um do canal de TV:
Fascistas!
A que eu acrescentaria:
Nazis!
P.S. – aguardo com curiosidade os comentários do Miguel Sousa
Tavares na próxima edição do Expresso, sobre este massacre…
6/04/2022
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