PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCXLVII 31/03/2022
CADA VEZ MAIS POBRES! DE QUEM É A CULPA, DE QUEM É?
«À entrada do século XXI, éramos o 15.º país mais desenvolvido,
com um PIB per capita superior a 85% da média europeia. Em 2021,
caímos para 21.º e abaixo da fasquia dos 75%. Depois da Eslovénia, Malta,
República Checa, Estónia e Lituânia, foi a vez de Polónia e Hungria
ultrapassarem o nosso PIB per capita».
Joana Nunes Mateus, Jornal “Expresso”, 29/03/2022.
E o que está mais próximo de nos ultrapassar é a Roménia.
Imaginem, a Roménia, um dos países mais pobres da Europa ainda há poucos anos empobrecida
e emaranhada na teia do comunismo soviético e dirigida por um ditador
execrável, Nicolau Ceausescu, está em vias de nos deixar ficar para trás, extraordinário…
E ninguém se interroga, ninguém pergunta o motivo para isso
acontecer, sobretudo quando os programas de ajuda da Europa para nos
desenvolvermos, nunca carrearam tanto dinheiro para Portugal como agora e como
a “bazuca”, o último, tão bem o ilustra. Mas, apesar de tudo, não nos levam a
progredir, a aproximarmo-nos da Europa, do seu bem-estar e do seu
desenvolvimento, do seu exemplo. Com todo este dinheiro doado a Portugal e com
todos estes programas, deveríamos estar a inverter estes índices que nos
empobrecem todos os dias, deveria estar a acontecer, mas não!
Ninguém vai ao cerne do problema, qual é o motivo para isto
acontecer?
Quais são as políticas que conduzem a estes resultados? Quais são
os políticos e as políticas que defendem e que justifiquem esta pobreza
franciscana?
A resposta é simples: no essencial, o PS e as suas políticas, com
o grande e permanente apoio do BE e do PCP. E a justificação é simples, em
linhas gerais, nos últimos 27 anos – desde a saída de Cavaco Silva em 1995 – os
Governos têm sido do PS, excepção ao de Durão Barroso que apanhou o País de
tanga, e ao de Passos Coelho/ Paulo Portas, que apanhou o País literalmente
falido! O PS governou, grosso modo, 20 anos, ou seja, cerca de 74% deste lapso
de tempo, é muito tempo para culpar terceiros e, doravante, essa prática
desavergonhada e reiterada do PS, será impossível de repetir, o último Governo
do centro e da direita cessou funções no longínquo ano de 2015…
Ora se os portugueses escolhem sistemática e maioritariamente o
PS, têm o Governo que escolheram, têm as políticas que pretendem continuar a
ter e o desenvolvimento correlativo a estas políticas, não se podem queixar!
Amanhem-se e felicitem-se entre si, mas o que temos pela frente é
um caminho de pedras, de dificuldades e a subida dos juros aí está para o confirmar,
já nem falo nas sequelas da guerra da Ucrânia. Tivemos um período de ouro que
poderia ter levado o Governo a baixar a dívida pública que nos vai asfixiar a
curto prazo, mas os Governo de António Costa – e já os de José Sócrates –
preferiram o caminho fácil, compraram votos permanentemente e criaram a ficção
de que a austeridade tinha acabado – que nos tinha sido imposta pelo Governo
PSD/CDS por perversão e favorecimento do grande capital… – e que doravante
tínhamos leite e mel em abundância para todos.
Puro engano, a dívida do Estado não parou de aumentar e, muito
provavelmente, será ela que fará os portugueses perceberem que têm, amarga e democraticamente,
aquilo que merecem…
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