PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCXLIII 18/02/2022
JÁ
HÁ UMA NOVA MAIORIA ABSOLUTA DO PS – E AINDA ESTAMOS A PAGAR AS SEQUELAS DA
ÚLTIMA BANCARROTA DE SÓCRATES…
DO
MAL O MENOS…
Ninguém
nunca consegue fazer a contabilidade completa dos custos de uma bancarrota, e
nós não somos excepção no que diz respeito à última que vivemos em 2011.
Com
efeito, não se trata sómente dos custos directos, por exemplo: a PT que era
portuguesa foi à vida, os CTT, a EDP e a ANA, só para citar as principais,
pertenciam ao Estado e perdemos o controle sobre as mesmas, tiveram que ser
privatizadas fruto do acordo firmado por José Sócrates e o seu Governo com a
Troika. Acresce que a Tap fez o percurso inverso, tinha sido privatizada e
agora caiu-nos no regaço outra vez, mais os custos brutais associados a esta
reversão.
Mas
para além da parte económica, há a imagem do País – que ficou de rastos – a Troika reduziu-nos à condição de verdadeiro
Protectorado – nada se fazia sem o acordo da Troika ou, se incumpríssemos gravemente,
o financiamento da economia parava – uma vergonha, um País com séculos de
existência, perdeu completamente a sua independência, bem sei que foi por um
curto lapso de tempo, mas mesmo assim, o trauma ficou e todos devíamos ter
consciência do vexame que o mesmo constituiu.
A
vinda da Troika teve ainda outra consequência fatal, o terrível ónus da
governação de Passos Coelho que foi obrigado a arcar com tudo o que de mais
odioso constava do Memorando de Entendimento com que Sócrates nos presenteou
antes de se ir embora, de vez, esperemos… para branquear a bancarrota e
denegrir o trabalho desse Governo montou-se a falácia monumental de que o seu
Governo foi além da Troika! Pois bem, atentemos nestes números:
a.
Cláusulas do Memorando de Entendimento
cumpridas: 65
b.
Cláusulas cumpridas parcialmente: 32
c.
Cláusulas NÃO-CUMPRIDAS: 11
Com
este resultado, alguém pode dizer em consciência que fomos para além da Troika?
Não, claro que não, se não fosse por mais nada, pelas 11 medidas completamente
incumpridas! ´
‘Troikaram-nos’
o raciocínio, truncaram-nos o discernimento e trocaram-nos as conclusões óbvias!
É
por tudo isto que o resultado das últimas eleições me surpreendeu
razoavelmente, não direi totalmente, porque a força das alternativas da
oposição, excepção à Iniciativa Liberal, quase que não se notou…
Apesar
de tudo, parece-me que é preferível uma maioria absoluta do PS, é melhor do que
a continuação da Geringonça, uma verdadeira aberração na medida em que nunca em
nenhum país nem em lado algum, qualquer solução que tenha envolvido “compagnons
de route” vingou e teve êxito onde quer que seja…
Faço
votos para que o PS – liberto das “garras da extrema-esquerda”, por que se
bateu ingenuamente Rui Rio, convicto de que em 2016 António Costa e o PS não
queriam a Geringonça… – possa finalmente começar a governar a sério e deixe de
nos apresentar um Governo de desconchavo permanente, como o foi a praxis deste
Governo ainda recentemente, com casos atrás de casos, confusões, autoritarismo,
nepotismo variado, abusos, erros clamorosos e vergonhosos, e demais situações
indignas a ocorrerem (quase) todas as semanas, sem falar na indigência
descarada e reiterada junto dos seus pares em Bruxelas.
Não
sei se ao votarmos desta maneira mereceríamos melhor – temos o que merecemos e
devemos democraticamente aceitá-lo! – mas a esperança é a última coisa a
morrer, diz a sabedoria popular, como muito oportunamente também diz:
do
mal o menos…
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