PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCXXXVIII
ANTÓNIO COSTA, O MITO DE SÍSIFO E A MENTIRA E A
DESFAÇATEZ… 9/01/2022
«Não estou aqui para reerguer os muros que
derrubei no passado». António Costa no debate com Jerónimo de Sousa.
António Costa devia ser condenado, enquanto
persistir em mentir, a erguer e derrubar – sim, foi ele que derrubou a
Geringonça – a erguer e derrubar um muro, de Berlim ou não, a exemplo e
inspirado no castigo do Mito de Sísifo, no qual Sísifo foi obrigado a
transportar um pedregulho até ao cimo do monte, para ele rolar por ele abaixo e
ter que o empurrar outra vez até ao pico repetidamente… e para cúmulo, castigo
para a eternidade…
António Costa é um político que falta
sistemáticamente à verdade, com efeito, não derrubou Muro de Berlim algum
porque ele sabia ab initio que não era possível uma aliança com partidos
totalitários não democráticos – só criou a ilusão de que o tinha feito – é como
tentar misturar água e azeite.
O resultado é conhecido, a Geringonça desfez-se, está
inoperacional e não se prevê que regresse ao activo nos tempos mais próximos,
se é que alguma vez será possível reeditá-la, e a ser, não será pela mão de
António Costa, há outro ilusionista na fila, preparado para mais um truque e, a
ter sucesso, para nos relegar para o último lugar da Europa, onde estivemos
muitos anos orgulhosamente sós…
É por isso que António Costa vir agora dizer que
não quer reerguer os muros que derrubou, é de uma desfaçatez a toda a prova e uma
maneira de dizer que não quer de novo a ostracização do PCP e do BE com que ele
acabou! Ora, sendo assim, pergunta-se; por que motivo Costa não faz outra vez
uma Geringonça?
A resposta é fácil, seria o descrédito total, o
que faria Costa se ganhasse as próximas eleições e quando apresentasse o
próximo OE-22, que tinha afirmado ad nauseam que tinha ido até ao limite
daquilo que o Governo PS poderia ceder responsavelmente? Agora poderia is mais
além? Poderia ceder às reivindicações dos seus antigos “compagnons de route”,
PCP e BE e ser irresponsável? E a Europa ia deixar?
Eu cá por mim, castigava-o, para além de o pôr a
trolha, a fazer e desfazer muros para aprender, obrigava-o também a ler a
mitologia grega, pelo menos, ganhava alguma coisa; inculto ficaria sempre, mas
seguramente, menos um bocadinho…
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