PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCXXXVII 5/01/2022
«Pela primeira vez, o atual primeiro-ministro
assumiu que pretende conseguir uma maioria absoluta para governar sozinho nos
próximos quatro anos, sem precisar do apoio dos restantes partidos de esquerda
como aconteceu nos últimos seis anos e que ruiu na votação do último Orçamento
de Estado». SAPO, 27/12/2021.
“Esperteza,
quando é muita, come o dono”. Tancredo Neves.
Este António Costa é a antítese de um
estadista, não passa de um político que exerce com maestria o papel de
“Chico-Esperto” da política.
É um trampolineiro, o verdadeiro faquir que en
vez de facas e outros artifícios próprios de quem ganha a vida em feiras,
constrói falácias do tipo da do “Muros de Berlim”, com a mesma facilidade com
que as destrói…
A verdade é que António Costa está encurralado,
meteu-se num verdadeiro “cul-de-sac” com a sua política oportunista e sem visão
ou profundidade só própria dos estadistas; está enredado em contradições,
vejamos:
· Acabou a sua fabulação
pérfida – a maior desde o 25 de Abril… – de que trazer os partidos radicais para
a área do poder; BE e PCP, era alargar o arco da governação democraticamente a
partidos totalitários e extremistas que embora teçam loas à democracia,
descreem dela profundamente, como se viu em Portugal em 1975, durante o PREC, e
sabotam-na todos os dias nas mais diferentes instâncias. Não consta que nessa
altura os partidos que existiam na altura (UDP, LCI/PSR) e que deram origem ao
BE, estivessem ao lado de Mário Soares e dos outros partidos democráticos: PSD
e CDS.
· Sob o risco de
descrédito total, António Costa não pode reeditar a Geringonça –-II, ele
próprio já o afirmou e reafirmou, ou tinha Governo para 6 meses!
·
Alienou
qualquer apoio do PSD quando disse que no dia em precisasse do voto do PSD, o
seu Governo cairia – e é aí que estamos, o seu Governo caiu, logo não pode
pedir ou aceitar o voto e o apoio do PSD sem perder a face.
·
Resta-lhe pedir
a maioria absoluta, que é exactamente o que já está a fazer e que é a sua única
saída porque mesmo que ganhe as eleições com maioria relativa, dificilmente se
poderá aliar a Rui Rio por um motivo muito simples: este não deverá resistir à
quarta derrota consecutiva à frente do PSD: Europeias, Legislativas,
Autárquicas e Legislativas outra vez, todo um ciclo de poder que lhe passou ao
lado. E quem o substituir não quererá nem ouvir falar em alianças com o PS,
bloco central disfarçado ou não…
· Logo, (não tem
saída a não ser a maioria absoluta) será preciso que António Costa tire um
coelho da cartola, só que neste caso precisa de um animal de grande porte, um
elefante, um rinoceronte ou um crocodilo, e isso nem os maiores faquires, na
sua terra ou na Europa, alguma vez conseguiram fazer…
· E se Rio
ganhar, mesmo que com maioria relativa, Costa vai-se embora, já o afirmou, será
altura de tentar ir fazer números de prestidigitação e enganar os papalvos na
União Europeia – que também os há por lá…
Não sei se será prematuro dizer:
“bye, bye, António Costa”!
Mas algo me diz que é o fim das falsidades,
fabulações, engodos e aldrabices e outros palavras terminadas em ia, como
falácia e a invocação falsa e irresponsável da democracia…
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