PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCXXXVI 28/12/2021
MARCELO REBELO DE SOUSA –
APESAR DE SER DO PSD – É O MAIOR FRETEIRO DE ANTÓNIO COSTA…
Marcelo tem sido desde o início
do seu mandato, o verdadeiro seguro de vida deste indigente Governo de António
Costa.
Vejamos só dois casos
paradigmáticos: o da não recondução de Joana Marques Vidal,
ex-Procuradora-Geral da República – agora percebe-se melhor com o caso de
Manuel Pinho e, já agora, o de Sócrates, os motivos pelos quais o PS não queria
a renovação do seu mandato… – levaria até às últimas consequências em termos
jurídicos ou no que dela dependesse, os processos em que figuras proeminentes
do PS ou dos seus Governos estão envolvidas, acusadas pelo Ministério Público
das maiores trafulhices e vigarices. É claro que, em termos de imagem, as
acusações do Ministério Público indiciam claramente que o PS é um partido muito
pouco recomendável…
A que acresce agora, a
defenestração do Almirante Mendes Calado, sem honra nem glória e sem preservar e
proteger a dignidade de uma instituição chave como a das Força Armadas. O
Governo quer duma forma oportunista, demagógica e populista colar-se e
aproveitar-se da boa imagem de Henrique Gouveia e Melo, o homem que o PS soube
sabiamente “escolher” – omitindo que foi uma segunda escolha e que a primeira,
Francisco Ramos, também escolhido por António Costa, foi absolutamente
desastrosa – e que o Governo é competente na escolha dos colaboradores, grato e
sabe generosamente recompensar as boas prestações.
Ora Marcelo podia e devia ter-se
oposto a estas manobras, era a sua obrigação enquanto garante das Instituições
do Estado e de equidade no tratamento dado aos seus servidores, Chefe Supremo
das Forças Armadas, e leal ao seu eleitorado e à sua sensibilidade política. No
caso de Mendes Calado, o argumento de uma nova lei orgânica para as Forças
Armadas não colhe porque o Almirante podia e devia ter acabado o seu mandato,
independentemente de um novo enquadramento que, como era óbvio, este respeitaria
integralmente. Este argumento deveria servir então para demitir as outras
chefias também; do Exército e da Aviação, e isso não ocorre.
Só estes dois casos vão manchar
indelevelmente o nome de Marcelo na História de Portugal. E não só não se perde
nada como é justo e muito bem feito!
O eleitorado de Marcelo tem todas
as razões para estar descontente com o seu comportamento, Marcelo não só vem do
PSD onde militou quase toda a vida e chegou a ser seu Secretário-Geral, como
foi maioritariamente eleito pelo centro e pelo centro-direita. Não houve já
quem sibilinamente classificasse o seu comportamento como traição?
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