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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCXXX                                                                  26/11/2021

“Foi ele [António Costa] que derrubou um Governo do PSD que tinha vencido as eleições, foi ele que escolheu passar todas as linhas vermelhas - e aqui eram mesmo vermelhas - e governar com partidos radicais e extremistas de esquerda, contra o projeto europeu e o tratado atlântico”, Paulo Rangel, “SAPO – 24”, 24/11/2021.

Não é preciso ser do PSD para apoiar Paulo Rangel, basta desejar que o PS seja arriado do poder nas próximas eleições legislativas de 30 de Janeiro, o meu caso! E Rio demonstrou em quatro anos que não era capaz de o fazer, infelizmente!

Mas para além disso, Paulo Rangel é terrivelmente incisivo e tem carradas de razão quando acusa António Costa de ter criado aquilo que ele enfáticamente diz ter sido o derrube do “Muro de Berlim”, a mais despudorada e delirante falácia da vida política portuguesa desde o 25 de Abril.

E se alguém tinha dúvidas, a votação do OE-22, confirmou-o plenamente, a esquerda é incapaz de governar o País e há barreiras que não podem ser ultrapassadas e nem Costa – um demagogo e um oportunista típico – consegue ultrapassar.

Temos assim, António Costa que prometeu ao país uma via nova, inclusiva e muito “democrática”, uma coisa nunca experimentada em Portugal – tinha-o sido em França com Léon Blum no longínquo ano de 1936 e que, óbviamente, também falhou – mas que nem por isso poderia ter êxito, não se pode meter no mesmo saco partidos democráticos como o PS, e partidos totalitários, como o PCP e o BE, “elementary, my dear Watson”… 

O resultado de tudo isto é um Partido Socialista isolado eleitoralmente – que acabou de perder a pouca credibilidade que lhe restava depois das bancarrotas sucessiva – não se pode aliar aos antigos parceiros da Geringonça sob risco de ser alvo do gozo colectivo dos portugueses e da chacota internacional, e não se pode aliar ao centro e à direita, por António Costa – não passa de um político mediano e sem visão, cujo o único objectivo é manter-se e ao PS no poder – ter alienado o apoio do PSD, o único partido que conta para esse efeito.

Estes foram erros primários de um político escandalosamente oportunista e, pior, de um rematado “chico-esperto”…

Por algum motivo António Costa e Rui Rio – mais parecem uns náufragos siameses, vitimas de políticas e estratégias rotundamente erradas – têm objectivamente o mesmo ponto de vista; aliarem-se mutuamente: de Costa espera-se tudo, agora de Rui Rio querer dar a mão a um político deste calibre, é uma falta imperdoável e mais, é reincidir no mesmo erro e estratégia, velhos de 4 anos!

 

 

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