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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDCXXVIII                                                              16/11/2021

O BANCO CENTRAL EUROPEU É O CULPADO DO SOCIALISMO EM PORTUGAL…

 «E se não fosse o programa de compra de dívida pública do BCE, que nos tem permitido continuar a ir aos mercados e trocar dívida a 0% de juros. Este país já tinha estoirado. Isso mesmo: estoirado». Miguel Sousa Tavares, Jornal “Expresso”, 01/04/2021.

O BCE é o nosso “anjo da guarda”. Se não fosse o BCE comprar dívida pública portuguesa e a sua acção provocar e induzir juros baixos como nunca se viu e que este governo num afã de tudo dar, de tudo distribuir não aproveita correctamente – Miguel Sousa Tavares tem toda a razão – já teríamos estourado há muito!

O socialismo gera sempre miséria, é uma inevitabilidade e uma fatalidade independentemente da latitude ou da longitude, e é exactamente o que nos está a acontecer desde que o PS e “compagnons de route” chegaram ao poder em 2015, cada vez estamos mais pobres, quase todos os países da antiga Europa de Leste comunista, países de outras latitudes e longitudes, nos ultrapassaram ou estão em vias de nos ultrapassar em termos de PIB e de rendimento per capita, notável – parabéns,  António Costa e, como não está sozinho, “compagnons de route”, literalmente! 

Contudo, há algo de novo no horizonte devido à crise gerada pela falta de matérias primas e pela subida do custo dos combustíveis e transportes, a inflação nos USA, na Alemanha e resto da Europa, está a aumentar significativamente – e quando a inflação aumenta, os juros também aumentam obrigatoriamente, logo, se os juros aumentarem consideravelmente – e qualquer décima de aumento, para nós que temos uma dívida pública colossal, significa centenas de milhões de dólares de juros a mais no rolamento e serviço da dívida anualmente. Não é preciso ser-se economista para se perceber esta verdade de La Palice…

 Não se admirem se uma nova bancarrota surgir. Gentileza do PS, BE e PCP, ou seja, da Geringonça a quem se deve assacar culpas pelo aumento imparável desde 2015, da dívida pública, e que prosseguiram e incentivaram uma política irresponsável de tudo reverter, de aumentos de salários sem o correspondente aumento de produtividade e que, como de costume, trataram bem da sua coutada privada: a Função Pública, onde caçam regular e despudoradamente votos!  

A prioridade nacional número um devia ser reduzir a dívida pública, como no tempo da Troika e do último Governo PSD/CDS, porque só isso nos trará prosperidade colectiva e individual.

Tudo o que não seja reduzir os défices – sem cativações nem manobras ou malabarismos ao estilo Mário Centeno – e reduzir a despesa pública, única forma de reduzir e controlar a dívida pública, é absolutamente letal e leva-nos directamente à bancarrota!

Fixem isto: a continuarmos neste trilho, faliremos mais uma vez, é o mais provável!

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