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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDXCIX                                                            15/08/2021

«As autoridades portuguesas vão acionar mecanismos de cooperação internacional e podem até pedir um mandado de detenção europeu. Tudo isto, para apanhar Leila Lakel, a estudante francesa que inscreveu "graffiti" no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, e entretanto abandonou o país». “SAPO”, 11/08/2021.

Sempre tive aversão aos “pinta-paredes” – a começar por estragarem património alheio, o que é moralmente inaceitável – sobretudo àqueles que se limitam a fazer uma garatujada indescritível e ininteligível que borra tudo e todos, das casas particulares, aos muros, portas, portões, vidros, telhados, “outdoors”, palácios e agora, monumentos numa borrada imparável e avassaladora.

Concedo que, por vezes, há artistas neste meio que fazem desenhos interessantes, muito originais  o que é raro!   que pintam apropriadamente e reconheço que é preciso engenho e arte para tal, mas na maioria dos casos, trata-se de gravíssima poluição visual, reles, gratuita e da pior qualidade e que de arte só tem a gorada pretensão.

Dou largas à minha imaginação e vejo um português furioso com o que aconteceu com o Padrão  dos Descobrimentos, a exercitar um acto de reciprocidade e a vandalizar o famosíssimo “Arc du Triomphe” construído para celebrar as inúmeras vitórias de Napoleão Bonaparte e dos seus generais, – as invasões francesas a Portugal também contam…  – em Paris, na Place de L´Étoile, escrevendo qualquer coisa como:

“French people, return the riches that you have plundered everywhere in Europe to the native and genuine owners”!

A polícia francesa tratava imediatamente da saúde do “portuga” que se atrevesse a fazer tal mancha – não me parece que os Franceses tenham tendência para o revisionismo histórico – e, sobretudo, provocação às glórias dos franceses de antanho.

E muito bem… não chegava a sair do País nem seria necessário nenhum mandato de detenção europeu… não é eficiente quem quer, mas quem sabe!

Comentários

  1. Aos grafiteiros de paredes, monumentos e comboios, dava-lhes o tratamento de umas quantas chicotadas no lombo, em praça pública (no local grafitado), para sque servisse de exemplo e tirarasse a vontade re replicacões e seguidores.

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