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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDLXXXII  (28/06/2021)

«O presidente do PSD, Rui Rio, considerou hoje "grandes disparates ligados ao futebol" os ajuntamentos dos festejos do Sporting, em Lisboa, e a final da Liga dos Campeões, no Porto, em contexto de pandemia de covid-19». “SAPO”, 25/06/2021.

É raro Rui Rio acertar na sua análise política dos factos. Desta vez, acertou na mouche!

Vejamos, não lembra ao careca alegar que o fax da PSP a alertar para o perigo de deixar juntar os adeptos do Sporting para festejar a sua vitória – justíssima, por sinal – na primeira Liga, se perdeu nos serviços da Câmara de Lisboa, e se se perdeu, onde estão as consequências dessa falha, o que aconteceu, quem foi responsabilizado, quem foi punido? Mais uma vez, Medina que preside à Câmara de Lisboa, não tem nada a ver com a situação?! Desculpa para tansos e um Presidente adequado aos tansos que o vão provavelmente reeleger!

E a Liga dos Campeões no Porto? Os adeptos que vieram nos vôos charter estavam mais ou menos controlados com testes PCR, o problema foram os outros, os que vieram pelas outras mil e uma maneiras de chegar ao País, que não o estavam! Foi absurdo receber uma final de dois clubes Ingleses no Porto, por que não a fizeram em Liverpool, em Londres ou em Leeds? A Turquia colocou os Ingleses na lista vermelha de viagens o que implicou recuar e não aceitar que a final fosse no seu País, como estava acertado e previsto…

Tudo isto tem uma explicação simples: incompetência, oportunismo e cálculo político. No que ao Sporting diz respeito, um Governo acobardado, incapaz de agir, incapaz de utilizar os meios adequados e proporcionais à situação – presença da polícia para primeiro, dissuadir, depois, carregar e dispersar os apoiantes do Sporting no caso de persistirem nos festejos – mas que têm a contrapartida muito aborrecida de fazer perder milhares de votos e este Governo não está aqui para perder um voto, está aqui para se agarrar ao poder como uma lapa, como já o demonstrou, aliar-se ao diabo, se necessário, como o fez no acto inicial, para se manter no poder a qualquer custo.

Quanto ao Porto, a cedência aos lóbis do futebol e o oportunismo de querer agradar aos comerciantes, hotelaria e restauração por negócios que de outra forma não se fariam, explicam, mais uma vez, como temos um Governo que não governa em função do interesse nacional, mas de facção e dos seus próprios e mesquinhos interesses.

Quantos mortos com Covid provocaram estas duas situações e estas cedências?

Não sei responder, sei que se fosse familiar de uma das vítimas, nunca lhes perdoaria…

 


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