PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA - MDLIX
«Transtejo/Soflusa:
Plenário de trabalhadores interrompe ligações fluviais entre Margem Sul e
Lisboa esta quarta-feira». “SAPO”, 28/04/2021.
Ora aqui está um
excelente exemplo de total e absoluto desrespeito pelos cidadãos da urbe, pelos
utentes, e pelo público em geral que todos os meses lhes paga os salários!
Dir-me-ão: os
trabalhadores têm o direito de reunir, com certeza, não têm é o direito de
prejudicar os utentes desta forma, tinham várias soluções alternativas e
simples: organizavam vários plenários com um número restrito de trabalhadores,
ou faziam comunicados a todos os trabalhadores a explicar a situação e o que
propunham em várias alíneas diferentes com diferentes propostas para obviar à
mesma, cada trabalhador delegava nos delegados sindicais o seu sentido de voto por
escrito, mandatando-os para autorizar formas de luta, passando pela greve, ou o
que fosse mais apropriado à situação.
Estão a imaginar na antiga U.R.S.S. os trabalhadores do belíssimo metro de Moscovo pararem o metro para fazerem um plenário? Se o fizessem tinham garantido um lugar num dos inúmeros GULAGS de que as autoridades dispunham na Sibéria… a verdade é que na antiga U.R.S.S. todos os sindicatos eram fantoches e marionetas do Partido Comunista da União Soviética e do Governo, pelo que não defendiam nem os trabalhadores, muito menos os seus interesses, nem tal alguma vez poderia acontecer… Plenários dos trabalhadores? Só se fosse para apontarem a dedo e mandarem os cabecilhas da greve, considerados anti-revolucionários, para a Praça da Lubianka, para o infame edifício da Lubianka, famosa sede da KGB…
Logo, até quando
os Lisbonenses vão permitir que os prejudiquem desta forma e continuar a pagar
este estado deplorável de coisas? Há soluções para isto e são simples, basta
deitar o cartãozinho na urna de uma dada forma, quando chegar o momento… caso
contrário, não se queixem…
Não foi António
Costa, como moeda de troca, que deu uma grande ajuda aos sindicatos dos
transportes em 2015, sobretudo em Lisboa e no Porto, por meio de reversões de
privatizações dos transportes públicos e outros privilégios injustificados como
agora se comprova?
Pois…
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