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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDLVII

«Os totalitarismos manipulam as pessoas, também pela linguagem e, como são peritos em desinformação, fizeram crer que o comunismo é – imagine-se – democrático! Mas, desde quando é que o marxismo-leninismo, seja ele trotskista, estalinista, maoísta ou outro, foi alguma vez democrático?! Quando é que alguma vez, na História, um país comunista foi democrático?! Quando é que um comunista, estalinista ou trotskista, foi democrata?!».

P. Gonçalo Portocarrero de Almada, jornal “Observador”, 10/0/2021.

“Os capitalistas vender-nos-ão a corda com a qual os enforcaremos”. Frase atribuída a Lenine.

De facto, este é um dos maiores embustes da História da humanidade, de par com o facto e o bluff monumental de o comunismo ser um regime que traz a felicidade e o bem-estar material à humanidade, apesar de ser uma ideologia sem e ferozmente contra a religião, e de haver um número colossal de pessoas que se confortam e são felizes com a prática e o culto religiosos. 

O comunismo é um flop colossal que falhou em todo o lado – não há uma única excepção! – onde foi sempre implantado à força, a única coisa que trouxe foi miséria, fome, repressão, ditadura, supressão de todas as liberdades, supressão de todas as garantias, livre-arbítrio, corrupção, militarismo, imperialismo e guerra. Deixou também uma ilusão perversa, a de que pode ter falhado aqui e ali, mas que a ideologia está certa, é infalível e científica e que aprende com os erros cometidos… os utopistas e os almocreves da ilusão nunca desistem… 

O comunismo nunca se conseguiu equiparar aos países livres ocidentais em campo nenhum com duas ou três excepções: no desporto, na cultura e no militarismo, área em que os dirigentes comunistas disponibilizaram sempre verbas maciças para esse fim, daí o célebre lema: canhões em vez de manteiga… 

Todos os desportistas – apesar da utilização de doping generalizado, o que tornava os seus feitos uma mentira – os artistas: sobretudo pianistas e bailarinos, e os investigadores nos laboratórios militares, beneficiaram sempre de regimes de excepção que lhes permitiam ter um nível de vida incomparavelmente superior à população em geral, idêntico ao de todos os apparatchiks e a clique que governava esses países e ainda governa, como em Cuba e na Coreia do Norte, por exemplo.  Esse bem-estar aparente, nunca impediu a sua fuga para o Ocidente, um dos casos mais paradigmáticos foi o bailarino Rudolf Nureyev, mas houve inúmeros outros, alguns escandalosos, como a filha de Estaline – imagine-se! Fugiu para o Ocidente e já a sua Mãe tinha preferido suicidar-se a viver com o monstro Estaline! – Svetlana Iosifovna Alliluyeva preferiu exilar-se nos EUA, o arqui-inimigo da U.R.S.S.

 Toda a história dos países comunistas, sobretudo a U.R.S.S. e os países da Europa de Leste, confirma a asserção supracitada, nunca houve democracia em nenhum destes países, todos exemplos de países sob o domínio de um País regido por um sistema totalitário e imperialista, a U.R.S.S.

Acresce que, sob o ponto de vista de filosofia de ciência política, o Marxismo, fonte de todos estes regimes, defende a Ditadura do Proletariado como forma de poder legitima, necessária e incontornável no tempo, ora Ditadura é o contrário de democracia. O Marxismo não é nem nunca foi democrático e para ilustrar este facto, não há um único país no mundo onde os comunistas tenham chegado ao poder pela vontade popular – conquistaram-no sempre pela força e pelo desrespeito dessa mesma  vontade popular –  nem mesmo no Chile, em que Allende sendo e apresentando-se como  comunista, ganhou as eleições, é verdade, mas com uma maioria relativa, pouco mais de um terço dos votos, 36,2% dos votos, ou seja, a esmagadora maioria dos eleitores não se reviam no comunismo que Allende defendia para o seu País. Todos aqueles que defenderam que o Governo PSD/CDS devia dar o lugar à Geringonça, não têm nenhuma autoridade moral para defender Allende. 

O seu conceito de exercer o poder é autocrático e baseado na superioridade do Marxismo/Leninismo e na infalibilidade do Partido Comunista, logo, quem não está no Partido, não conta nem é ouvido para nada… por algum motivo, o Partido Comunista Chinês tem mais de 92 milhões de militantes, mas nem esse facto faz da China uma democracia, como seria tal possível se, por exemplo, não há um único jornal livre na China?

Já era altura de muito boa gente entre nós, começar a compreender este facto comezinho e linear: o comunismo é ditadura, e das piores, a pior…

 

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