PENSAMENTO(S)
SIMPLES DO DIA - MDXXXIX
«Cerca
de €140 mil milhões depois, Portugal continua na cauda da Europa, muito longe
do “pelotão da frente” como queria Mário Soares. […] Para onde foi o dinheiro
que deveria alavancar o crescimento? Mistério. O desperdício foi, e é,
impressionante. Nem à bancarrota escapámos, apesar de todo o dinheiro
recebido». Luís Marques, Jornal “Expresso-Economia”, 26/02/2021.
“It’s
the Socialism, stupid!”
E tudo
aponta para que sejamos ultrapassados muito em breve por países que estavam
muito mais atrasados do que nós – resultado do jugo sufocante do comunismo a
que a esmagadora maioria esteve sujeito – quando entraram na Comunidade
Europeia: Chipre, Estónia, Letónia, Lituânia,
Malta, Eslováquia, Eslovénia, Polónia, República Checa e Hungria. Em 2025
seremos ultrapassados até pela Letónia e, pasme-se, pela própria Roménia, País
que o ditador comunista Nicolae Ceausescu, deixou em escombros e na miséria mais indigente e repelente!
A
pergunta é mais do que legítima, para onde foi o dinheiro? Legitima é também a
posição da Europa, nomeadamente daqueles a quem depreciativamente, Costa chamou
de “frugais”! Estão cansados de pagar para que Portugal se possa aproximar dos
Países mais avançados e evoluídos da Europa – o que nos daria muito bem-estar e
um nível de vida correspondente – mas que veem frustradas essas expectativas
permanentemente. Têm carradas de razão para estarem fartos!
Costa é
que nem quer ouvir falar nisso, ainda há pouco teve o topete de se queixar da
sua sovinice, apesar dos €140 mil milhões que nos deram a fundo perdido! Nunca
vi político mais desavergonhado e sem estofo para, ao menos, fazer uma
aproximação honesta ao problema reconhecendo – antes de esticar a mão a
pedinchar outra vez ou a acusar – que os Europeus têm motivos para não quererem
financiar a fundo perdido Portugal.
Diz o
povo, e tem razão, o que é de mais é moléstia!
E
moléstia é termos este P.S. a governar-nos miseravelmente – razão que explica em
grande parte o nosso atraso e o facto de sermos um poço, um buraco sem fundo de
fundos estruturais europeus – quase sem interrupção nos últimos 26 anos e não
sairmos da cepa torta, é caso para dizer:
“Of
course, it is!”

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