PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDXLIV
«O secretário-geral do PS acusou hoje o PSD e CDS-PP de encararem as
eleições autárquicas como "uma jogada política", anunciando uma
coligação "sem uma única ideia" e apenas com o objetivo de
enfraquecer o Governo». “SAPO-24”, 20/03/2021.
UM PS ACUSADOR E DE DEDO EM RISTE! QUE RIDÍCULO!
Esta afirmação de António Costa só pode tratar-se de um quid pro quo…
uma coligação política não foi o que ele fez quando criou a Geringonça? Com uma
agravante, a de Costa foi negociada antes das eleições no remanso dos gabinetes,
nas costas do povo… a coligação do PSD/CDS foi feita às claras e trata-se de
uma coligação pré-eleitoral, nada de mais legitimo e transparente em
democracia, quem votar nesta coligação não se poderá queixar de que não sabia
ao que ia, como aconteceu a muito boa gente que votou no PS em 2015, e apanhou
com a surpresa do radicalismo da extrema-esquerda: Bloco de Esquerda e PCP
associados ao PS… A Geringonça foi
aquilo que se pode classificar como uma verdadeira “jogada política”, aliás,
mais apropriadamente, uma verdadeira “golpada política”…
As pessoas até podem estar de acordo com António Costa por convicção
política ou porque acham que o que País precisa é de um Governo como o de
Costa, que barre a direita do acesso ao poder, esquecendo as múltiplas,
reiteradas e sistemáticas iniquidades e perversidades da esquerda no exercício
do poder que sempre acontecem quando o PS é Governo mas agora, reiteradamente e
pela força que a Geringonça lhe trouxe.
Mas não têm razão! Como é que se pode estar de acordo com Costa quando ele
fez exactamente aquilo que critica agora à direita, quando a esquerda criou a
Geringonça? Ninguém pode estar de acordo, a menos que se transija com a
complacência política por clubismo e com a iniquidade intelectual por sectarismo,
mas tal não é sério nem é defensável éticamente!
Costa é tão fraco, tão mau, os seus argumentos são tão facilmente rebatíveis,
tão inconsistentes e incongruentes como nesta situação, que é caso para
perguntar; qual é o papel da oposição numa democracia digna desse nome? Lutar
para substituir o Governo tão rapidamente quão possível e, legitimamente, por
meio de eleições. Esse é o objectivo último da oposição, o cerne da democracia
e não pode nem deve ser criticado, só se for por um político anti-democrata
como Costa – basta ver a maneira como chegou ao poder – que utiliza uma
epifania desbocada, deslocada e contrária à essência e ao exercício da
democracia.
António Costa é tão mau, tão mau que hoje em dia é difícil defender que o
Governo de Sócrates ainda conseguiu ser pior…
Não fez uma única reforma – a devolução de rendimentos, rendimentos que o
PS retirou a todos com a bancarrota de 2011, seria feita pela direita ao longo
da legislatura – e provou que não tem uma única ideia para o País, governa à
vista e para se manter no poder, e isto são factos arredados de qualquer ficção
ou efabulação!

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