PENSAMENTO(S) SIMPLES DO
DIA - MDXXVI
DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS, O TOTALITARISMO É TODO IGUAL E É TODO EXECRÁVEL…
É muito provável que Ventura tenha razão. Vejamos; António Costa além de ter cometido um erro crasso ao radicalizar definitivamente o espectro político português criando o precedente de se aliar a dois partidos radicais de extrema-esquerda, formando o bloco ou a frente das esquerdas – encurralou simultaneamente o centro e a direita; PSD e CDS – a Geringonça. Este bloco será imbatível e nunca será desalojado do poder se a direita não fizer o mesmo – não lhe pagar na mesma moeda – não se organizar da mesma maneira, um bloco à direita, a toda a direita e que inclua o Chega.
Acresce que com um Chega
a cativar entre 10 a 15% do eleitorado – e já demonstrou ser capaz de o
conseguir nas últimas Presidenciais – muito dele proveniente justamente do eleitorado
do CDS e do PSD que precisariam sózinhos de 44% – número necessário para a alcançar a maioria
absoluta – dos sufrágios para desalojar o PS e aliados do poder prescindindo do Chega. A isto e para
complicar tudo, acresce um CDS em crise grave, pelo que alguém acredita nisso?
Ou seja, o bloco à direita do PS; PSD, CDS, congregariam cerca de 44%, e com o
Il e o Chega, todos juntos, somariam cerca de 60% dos sufrágios dos
portugueses. Com Chega ou sem Chega, nem em sonhos cor de rosa os líderes
destes partidos podem sonhar com isso…
Não sei por que motivo um partido totalitário de direita – admitindo que o é, o que ainda falta provar, quer na teoria, quer na prática porque nem o Tribunal Constitucional o admite ou caucionou quando o legalizou – é pior para a democracia do que, no outro extremo, dois partidos totalitários de esquerda mais os inefáveis, fiéis e quase irrelevantes apêndices; PEV, Livre e PAN?
Todo o totalitarismo, seja de direita ou de esquerda, é péssimo porque revoga a democracia, ilegaliza os partidos, amordaça a imprensa livre, prende, tortura e fuzila todos os que se lhe oponham e suprime irreversível e irrevogavelmente a liberdade criando um Estado concentracionário, torcionário e totalitário. Exemplos não faltam: A U.R.S.S. de Estaline; a Alemanha nacional-socialista de Hitler, a Itália fascista de Mussolini, a China de Mao, o Camboja de Pol Pot, a Cuba de Fidel, só para citar os mais importantes…
Dir-me-ão que não são comparáveis, que os totalitarismos de esquerda até afirmam aquela intenção excelente, soberba, carinhosa, gentil e muito cool, de que “ninguém pode ficar para trás”! Logo, não tenho razão…
É verdade, "ninguém pode
ficar para trás", com uma excepção, os que são internados em GULAGS ou similares,
e na U.R.S.S. foram uns largos milhões, e na China foram tantos ou tão poucos
que nunca se conseguiram avaliar com precisão, as últimas estatísticas e
estudos sobre a matéria apontam para cerca de 60 milhões de vítimas, na
Alemanha nazi houve também milhões de desgraçados – untermensch – nos
campos de concentração, havendo muitos mais casos, estes são, seguramente, os
piores.
Com efeito, ninguém nestes regimes totalitários fica para trás, é mais apropriado dizer que se ficam para trás, ficarão, talvez seja verdade, mas não à balda, não de qualquer maneira, ficam nas masmorras a apodrecer sem julgamento, ficam na cova “a fazer tijolo”, ou nos crematórios em “urninhas” próprias para guardar as cinzas ou directamente lançados às terras entretanto colectivizadas, como fertilizantes… o que também na circunstância, não deixa de ser muitíssimo cool…

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