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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MDXXIII

 «Nós aguentámo-nos bem, crescemos num quadro de grande condicionalismo». Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP. Jornal “Expresso”, 29/02/2021.

 “Um fanático é um orador completamente surdo”. Kahlil Gibran, (1883-1931) filósofo americano/libanês.

Impudência em grande ou optimismo típico dos comunistas?

 Em 2016, Edgar Silva, o candidato do PCP obteve nas presidenciais, 183.009 sufrágios, ou 3,95%. João Ferreira, nas Presidenciais de há dias, congregou 180,474 votos dos portugueses, ou 4,32%.

Ou seja, João Ferreira conseguiu duas façanhas: primeiro, obteve menos 2525 votos do que Edgar Silva. Segundo, perdeu em (quase) todo o Alentejo – que não é preciso recordar que foi o reduto, o bastião, a cidadela dos comunistas desde sempre e durante décadas – para André Ventura, o verdadeiro inimigo do PCP! 

É a isto que Jerónimo de Sousa chama aguentar-se bem e crescer? Só se for por Jerónimo de Sousa se referir a percentagens, ou seja, a uma diferença de mais 0,37%! Verdadeiros “peanuts”! A verdade é que nunca em lado algum se ganharam eleições com percentagens, mas sim com votos expresso e válidos e normalmente a percentagem confirma ou infirma um resultado positivo, ora, neste caso – ela é de tal forma irrelevante – que nem uma coisa, nem outra…

E se é verdade que nestas eleições votaram menos meio milhão de pessoas, o efeito que esse facto provocou, foi igual para todos os candidatos, repercutiu-se em todas as candidaturas, mesmo que João Ferreira tivesse ido buscar mais uns milhares de votos se não tivesse havido uma abstenção tão forte – tal como todos os outros – fruto da pandemia, a verdade é que falaríamos de números baixos, quase desprezíveis num universo de 10.736.096 eleitores inscritos. 

A mim, parece-me que os resultados do PCP só confirmam o caminho para a irrelevância, visível, aliás, há muito tempo em todos os resultados obtidos pelo PCP nas diferentes eleições…  

De derrota em derrota até à irrelevância dos seus congéneres europeus…é a vida, diria Guterres se ainda cá estivesse mas, felizmente, não está…

 


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