Avançar para o conteúdo principal

 

PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA - MDIX 

UM PRESIDENTE DA REPÚBLICA DEVERIA DEMITIR UM PRIMEIRO-MINISTRO QUE MENTE? 

«A RTP teve acesso a um documento do Conselho da União Europeia que demonstra que a decisão de nomear José Guerra para procurador europeu foi fundamentada na carta com "lapsos" enviada pelo Ministério da Justiça. O Conselho Europeu invoca dois dos três erros para justificar que José Guerra tem mais experiência operacional e uma carreira internacional que o tornavam o candidato mais adequado ao cargo». “RTP”, 11/01/2020. 

Evidentemente! Esta é uma situação inédita e rara, uma iniquidade completa, estamos confrontados com mais uma mentira e neste caso, gravíssima, perpetrada pelo próprio Primeiro-Ministro e extensível à Ministra da Justiça por compadrio ou protecção mútua! É que o Primeiro-Ministro alegou ainda há poucos dias que os lapsos que a carta enviada a Bruxelas sobre a nomeação do Procurador José Guerra continha, eram absolutamente irrelevantes! Repito; irrelevantes! 

https://www.dn.pt/politica/costa-acusa-tres-sociais-democratas-de-campanha-contra-portugal--13204837.html

 Mas o que o P.M. alegou é mentira e foi já desmentido por Bruxelas, ou seja, o Procurador José Guerra só foi nomeado devido às mentiras que a carta continha, caso contrário, não o teria sido. António Costa preferiu acusar Paulo Rangel e Poiares Maduro de estarem e encabeçar uma campanha internacional contra Portugal… 

Este facto gravíssimo não era nem foi irrelevante, antes pelo contrário, foi decisivo para a sua nomeação, pelo que um Governo decente – que Chefia a Comissão Europeia e pertence ao primeiro mundo e que tem a obrigação moral de ser um exemplo e um farol para todos – que não mentisse, no mínimo e era pouco, teria que demitir a Ministra da Justiça que, a propósito, confrontada pela RTP com esta nova situação, optou por não responder! 

Tudo isto tem a ver com decência e probidade – ambas em absoluta falta ao Primeiro-Ministro e a alguns membros do seu Governo! 

O desprestígio que daqui resulta para o País e para o Primeiro-Ministro são evidentes e inegáveis! E se o Senhor Presidente da República não demitiu o Governo na altura dos fogos como o deveria ter feito, não o poderá fazer neste momento por inoportunidade face ao facto de Portugal deter a Presidência do Conselho Europeu, mas deveria! Contudo, nada o impede   de obrigar à demissão da Ministra da Justiça para salvar minimamente a face e a honra do seu Governo e, indirectamente, do País. 

O País não pode, de maneira nenhuma, ter um Primeiro-Ministro que mente descaradamente nas barbas da Europa, quando ela é parte interessada, está envolvida e é também vítima de uma mentira torpe. 

Fico à espera da veemente reacção de “indignação” dos partidos justiceiros: PCP; BE, PEV e PAN…




 

 

Comentários

Mensagens populares deste blogue

  MISCELÂNEA DE IDEIAS – XXIX                                                                                       14/04/2025                                                                           HOLODOMOR E RUSSIFICAÇÃO: DOIS EVENTOS QUE EXPLICAM EM GRANDE PARTE A UCRÂNIA ACTUAL… “A história é testemunha do passado, luz da verdade, vida da memória, mestra da vida, anunciadora dos tempos antigos”, Cícero. E é incontornável para se perceber melhor o presente e o passado recente… Um breve resumo do que foi o H...
  MISCELÂNEA DE IDEIAS – XXX                                                                                         15/05/2025                 “A escolha do Instituto Técnico de Alimentação Humana (ITAU), um dos clientes da antiga empresa de Luís Montenegro, para fornecer refeições à Santa Casa da Misericórdia foi decidida pela anterior provedoria liderada por Ana Jorge, indicada pelo Governo de Costa ”, “ECO”, 11/05/2025                                                  ...
  REFLEXÕES SOBRE A ACTUALIDADE – CCCLXXIX                                               29.09.2025                                                 “BYE-BYE”, GOVERNO SOMBRA DE ANDRÉ VENTURA… “O fracasso não tem amigos”, John Kennedy. Não faz parte da tradição política portuguesa a existência de Governos-sombra, mas é pena porque a sua existência é salutar e benéfica para a democracia. A cada momento, um dado Governo é sujeito a crítica e escrutínio nas diferentes áreas da Governação e, para além disso, à solução alternativa que o titular da pasta em questão faria na circunstância. Por estas razões, só se poderia louvar a criação e a instituição pelo Chega dessa iniciativa. Numa análise, para já muito sumária...