PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – MCDXCVI
«Carlos Durão, médico legista, foi despedido pelo
Instituto Nacional de Medicina Legal (INML). Trabalhava no gabinete que
procedia a autópsias no Hospital de Santa Maria, de Lisboa, e foi ele quem
ligou, em março deste ano, para a Polícia Judiciária, a dizer que Ihor Homeniuk
tinha sido vítima de homicídio». Jornal “CM”, 19/12/2020.
Ao ler uma
notícia destas sinto revolta, dá-me vómitos.
O que faz sua
Excelência, a Ministra da Saúde perante um caso destes, e sua Excelência, o
Ministro da Administração Interna, nos departamentos sob as suas alçadas e onde
se passou e continua a passar tudo – SEF e Hospital de Santa Maria – e,
finalmente, sua Excelência, o Primeiro-Ministro, hierárquica e funcionalmente
responsável pela actuação dos seus Ministros e de todos os departamentos do
Estado?
Por ventura, o
Instituto Nacional de Medicina Legal e o Hospital de Santa Maria, não são
entidades públicas com as quais necessáriamente têm a ver? Então, ao tomarem
conhecimento de uma situação miserável e de represália, de absoluta ignomínia
como esta – o médico fez o seu trabalho, denunciou aquilo que se queria fazer
passar por uma morte natural e apontou no seu relatório que a morte se devia a
homicídio, não é para apurar as causas da morte que se fazem autópsias? – em que o médico é despedido, permitem-no e
ficam mudos e quedos, o que os torna automáticamente e de alguma forma,
cúmplices desta infâmia!
Cada vez sinto
uma maior desconfiança e repúdio pela actuação do Governo de António Costa e
pelas suas “habilidades”, já sei que diziam que António Costa era muito hábil,
nunca achei, mas rendo-me à evidência, é, de facto, muito “hábil” mas é sempre
pelas piores razões, não há uma única boa em que lhe reconheça esses préstimos
e essas qualidades.
Envergonha-me
que o Governo de Portugal se comporte desta maneira – por acção ou omissão –
num País supostamente cristianizado, civilizado, do primeiro mundo e da
Comunidade Europeia. É mesmo uma tristeza!
Impunha-se reparar tão flagrante injustiça, tão flagrante atropelo à Lei, a todo o Direito e a toda a Ética.
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