PENSAMENTO(S)
SIMPLES DO DIA - MCDLXXVI
«Vale
a pena comparar com o anunciado por Angela Merkel no mesmo dia em que decidiu
um novo fecho de restaurantes, cafés e bares durante um mês: todas as empresas
até 50 trabalhadores e empregados por conta própria recebem 75% do seu
rendimento como apoio. São 10 mil milhões de euros». João
Vieira Pereira, Jornal “Expresso”, 20/11/2020.
Angela
Merkel foi miseravelmente vilipendiada pelo BE quando visitou Lisboa, houve
manifestações contra a sua presença e desenharam-na com um bigodinho do Hitler,
não obstante, em crise profunda, dá estes apoios às suas empresas e recebeu um
milhão de refugiados na Alemanha em 2017. Não há duvida que ela é a
personificação do “nazismo” como pretendeu fazer crer o BE, e que o mesmo BE é
um partido constituído por uma clarividência à prova de bala e não se
justifica, como tenho ouvido amiúde, classificá-lo como um partido constituído
por uma cambada de estultos e de néscios!
Quem tem um restaurante, é obrigado a fechar pelo menos, dois fins
de semana seguidos – dias em que mais se factura, por motivos óbvios – o
Governo decide, e bem, compensar a restauração, já que não isenta ninguém da
TSU dos seus empregados, nem de IRC e da demais parafernália de impostos com
que se é causticado e a que se está submetido num restaurante (bem como em
todos os negócios, e, se não se detém uma empresa, particularmente no IRS de
cada um de nós) e pretende compensar os empresários da seguinte maneira:
Vai dar um apoio de 20% da perda de receitas desses fins de
semana. O cálculo é feito da seguinte maneira e, por favor, não se riam:
Utilizam a média de facturação de 44 fins de semana, desconsideram
o facto de que, grosso modo, os restaurantes nesse período estiveram fechados
11 semanas – uma vez que essas também contam para o cálculo e para a média – e a
capacidade de ocupação foi reduzida para 50%, o que também não entra em linha
de conta no cálculo... para não falar da quebra que a crise social e económica
e a Pandemia provocaram nas idas aos restaurantes que, óbviamente, diminuíram
drasticamente.
Porreiro, pá!
Lembra-me a “blague” que o meu Pai contava quando eu era miúdo, do
João a “cravar” o Pai:
- Pai, dás-me 20 escudos?
- João, para que é que tu queres 10 Escudos? Toma lá 5 escudos e
não digas ao teu irmão que te dei 2 escudos…
Esta generosidade, esta ajuda reduz-se a nada ou quase nada! Não
era este Governo, não era este Primeiro-Ministro e o seu Ministro das Finanças
que invocavam – à revelia de todo o seu passado e envolvimento com o FMI – que
se tratava de um Governo de contas certas!
Governo de contas certas?
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